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Priscila Boaventura debate políticas públicas para o Espectro Autista e mães atípicas com jovens do Atheneu

Mãe, servidora pública, mulher e agora pré-candidata a deputada federal. A luta de Priscila Boaventura pelos direitos das pessoas autistas foi tema de conversa no POP, projeto desenvolvido por alunos do Atheneu Sergipense para discutir políticas públicas. A entrevista foi gravada nesta terça-feira, 5, e está disponível no canal do YouTube Mais Atheneu.

O projeto POP Atheneu Políticas Públicas vem sendo executado por mais de 600 alunos do ensino médio do Centro de Excelência, que se dividiram em sete ministérios: saúde, educação (incluindo cultura), meio ambiente, segurança, infraestrutura, proteção da infância e proteção animal. Uma oportunidade importante para a candidata apresentar suas propostas, principalmente pelo diálogo conduzido, e, atentamente acompanhado por jovens interessados por política.

“Uma satisfação ter esse momento com aqueles que representam o futuro do nosso país. Há um julgamento de que poucos jovens se interessam por política, mas isso não pode ser visto como um argumento para não aproximá-los dessa ferramenta de construção das próximas gerações. E ver esse debate saindo das paredes do ambiente escolar me deixa ainda mais tocada, pois a defesa da educação, incluindo as pessoas com autismo, está entre as minhas principais bandeiras”, afirmou a pré-candidata.

Acesso ao ensino

Por se tratar de um distúrbio neurocognitivo, que interfere na comunicação e interação, apresentado em graus leves e mais graves, a pessoa com autismo necessita de acolhimento nos mais diversos ambientes, e principalmente, no âmbito escolar. E a Lei Federal n° 12.764/2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e, classifica, definitivamente, os autistas como pessoas com deficiência, contribui para conquistas importantes nos direitos dessas pessoas, incluindo o acesso ao ensino.

Para lutar pela preservação desses direitos, assegurados por lei há dez anos, a advogada Priscila Boaventura se lança na Câmara Federal, e defende além do acesso ao ensino regular, a presença do assistente terapêutico em sala de aula.

“A assistente terapêutica é uma figura que trabalha com a equipe multidisciplinar que já acompanha a criança autista, e é ela quem aplica em sala de aula tudo que é desenvolvido pela equipe multidisciplinar. Ouvimos muito as escolas afirmarem que tem um profissional que é capaz de fazer a mesma coisa que a assistente terapêutica faz, mas não tem! No caso de uma criança com autismo, a assistente terapêutica é tão essencial quanto a cadeira de rodas é para o aluno cadeirante, ou o cão guia, para o deficiente visual que pode tê-lo”, sustentou Priscila.

E essa defesa tem como fundamento atender as demandas comportamentais que uma criança com autismo tem e já são de conhecimento do assistente terapêutico, profissional capaz de ofertar esse suporte, com base no trabalho desenvolvido pela equipe multidisciplinar (especializada em autismo), que já acompanha a criança.

“Negar esse direito, argumentando que esse profissional não faz parte do quadro da escola, não convence e é como se negasse o direito de um cadeirante entrar na escola sem sua cadeira de rodas ou o deficiente visual que necessita de cão guia, não tê-lo no ambiente escolar”, considerou.

Imprensa 24h

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