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Programa EducAju auxilia na recuperação da aprendizagem dos alunos da rede municipal

Afastados das escolas por cerca de dois anos, os alunos da rede municipal de ensino de Aracaju acabaram prejudicados pelo isolamento social causado pela pandemia da covid-19. A falta do convívio social da rotina da sala de aula gerou uma série de lacunas no processo de aprendizagem desses estudantes, e para recuperar esse prejuízo, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Educação (Semed), lançou este ano, em parceria com a Associação Bem Comum e o Instituto Lemann, o EducAju, programa que já apresenta resultados positivos na recuperação da aprendizagem dos estudantes da educação básica do município.
O EducaAju consiste na entrega de um novo material pedagógico para todo o Ensino Fundamental menor da rede pública municipal, com cadernos de Língua Portuguesa, Matemática e Fluência Leitora, além de um caderno extra direcionado aos estudantes que apresentam mais dificuldades que os outros. O programa complementa o conteúdo já disponibilizado no material didático escolar, com foco na recuperação do déficit de aprendizagem provocado pelo período do ensino remoto.
De acordo com o secretário municipal da Educação, professor Ricardo Abreu, os problemas foram diagnosticados a partir de uma avaliação realizada pela Semed no início do ano letivo 2022. “A partir do diagnóstico identificamos que tínhamos, na nossa rede, vários alunos com problemas de aprendizagem por conta da pandemia, e esse material acabou servindo a essa frente. O programa foi implementado com dois objetivos, um deles era para agregar um novo livro ao Programa Nacional do Livro Didático. Mas, nós estamos utilizando também o material para recomposição da aprendizagem desses alunos que foram severamente afetados durante as aulas remotas da pandemia”, explica.
A mãe da aluna Layla Sofia Alves de Jesus Santos, do 2º ano da Escola Municipal Anísio Teixeira (Emef), localizada no bairro Atalaia, Victoria Alves Araújo, conta que uma das principais dificuldades da filha foi com relação à leitura. No entanto, com o EducAju, Victoria já nota que a fluência da criança melhorou de maneira significativa.
“Ela está lendo agora coisas que eu nem sabia que ela sabia ler. É um material de excelente qualidade, tem uma leitura de fácil entendimento para eles que são crianças e estão no início, e eu achei um livro muito completo. Um dos livros é só para leitura e tem sido maravilhoso para a minha filha, e acredito que para as outras crianças também, porque são palavras fáceis, que ela consegue juntar com facilidade, sem ninguém ajudar”, revela a mãe.
A professora do ensino fundamental da Emef Anísio Teixeira, Rita Nascimento, afirma que o mesmo ocorrido com Layla tem sido registrado entre os demais alunos da instituição. “Tem crianças que voltaram às aulas presenciais sem saber ler e com dificuldades na escrita. Então estamos trabalhando gradativamente com essas crianças, onde elas estão tendo um reforço inicial. O foco do EducAju são as matérias de português e matemática porque o que seria da história e da geografia se não tivesse o português e a matemática? Dentro da matéria de história tem os números de algarismos romanos, por exemplo, então eles precisam aprender na matemática para que consigam fazer essa leitura no livro de história”, destaca a professora.
Formação dos professores 
Para a utilização do material do EducAju, os professores da rede municipal passam por uma capacitação, realizada mensalmente. Durante as reuniões formativas, são explicadas técnicas de alfabetização e letramento para que as crianças possam obter melhora no desenvolvimento da língua falada e escrita, e também no raciocínio matemático.
“Tivemos formação com os coordenadores pedagógicos, depois formação com os professores, e formação continuada. O livro é cheio de técnicas para alfabetizar e para introdução da matemática, então ele serve como uma grande ferramenta para ajudar essas crianças que estavam com algum déficit de aprendizagem. Com esse material eu acho que a gente vai conseguir sanar esses problemas”, explica a coordenadora pedagógica da Emef Anísio Teixeira.

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