Protegido pela Lava Jato, PSDB retribui apoio cedendo estrutura partidária à Danielle Garcia

A delegada Danielle Garcia, aliada incondicional de Sérgio Moro e do grupo da Lava Jato que protegeu por anos os políticos do PSDB, “para não os melindrar”, como advertiu o ex-juiz da Operação e ex-ministro da Justiça de Segurança Pública do governo Bolsonaro, não hesitou em aceitar o apoio dos tucanos à sua pré-candidatura, mesmo ciente das escabrosas denúncias de corrupção que pesam sobre as principais figuras do partido, muitas das quais começam a vir à tona, após anos engavetadas pela república de Curitiba.

Afoita para formar uma coligação que lhe garantisse tempo de propaganda gratuita no rádio e na tv, além das cifras milionárias do fundo eleitoral, Danielle agarrou não só o apoio do PSDB, mas também o do PL, partido comandado pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto, célebre articulador “toma lá dá cá” do Centrão e notório réu do mensalão, escândalo que lhe custou a liberdade.

Na política tudo tem seu preço. E o apoio do PSDB à Danielle Garcia, apesar de ser uma clara retribuição do partido aos lavajatistas em Sergipe, grupo este liderado pelo senador e presidente do Cidadania Alessandro Vieira, não se resume a uma simples troca de favores. De início, o consórcio partidário liderado pelos irmãos Eduardo e Edvan Amorim, presidentes regionais do PSDB e PL, respectivamente, condicionou o “aluguel” das estruturas partidárias à indicação do vice da chapa de Danielle, a ser ocupada pelo empresário Valter Soares.

Ao se aliar e alinhar seu projeto político eleitoral ao partido de Serra, Alckmin e Aécio Neves, a delegada Danielle Garcia perde as condições de sustentar o discurso de combate à corrupção, principal bandeira de sua pré-candidatura. Discurso, aliás, que já se mostrava um tanto enfraquecido após o silêncio da delegada frente ao acobertamento de Moro ao “sumido” Fabrício Queiroz, pivô do escândalo de corrupção que aproxima da cadeia o filho do presidente. O ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro esteve escondido embaixo dos narizes dos caçadores de corruptos.

Como mostra recente denúncia apresentada à Justiça pelo Ministério Público Federal (MPF) – órgão cuja atuação é elogiada por Danielle Garcia -, as propinas repassadas pela Odebrecht ao psdbista Geraldo Alckmin eram recebidas após a apresentação adocicadas’ senhas, como “pudim” e “chocolate”. Ao pedir a condenação do tucano paulista, cujo palanque em Sergipe era montado pelo agora aliado do Cidadania Eduardo Amorim, o MPF acusa Alckmin de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral.

Dada a gravidade dos fatos que ligam os políticos tucanos a casos de corrupção, a coligação formada pelo Cidadania com o PSDB/PL retira de Danielle a máscara de heroína com a qual a delegada se fantasiava para disputar o comando da prefeitura de Aracaju. Agora, lambuzada do doce psdbista, a delegada tem recorrido a malabarismo retórico para continuar empunhando a bandeira do combate à corrupção.

 

 

 

 

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Por. Nélio Miguel Jr – Imprensa 24h

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