# Restaurante Popular Padre Pedro garante alimentação digna em quatro unidades localizadas na capital sergipana

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- Published: 2026-04-22T11:18:26-03:00
- Author: Governo de Sergipe

O movimento começa cedo no Centro de Aracaju e, também, nos bairros Bugio, Japãozinho
e Santa Maria, ainda por volta das 9h30. É nesses quatro pontos da capital sergipana
que o Restaurante Popular Padre Pedro, que faz parte dos programas do Governo do
Estado, por meio da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania(
Seasic), garante, diariamente, almoço e jantar para a população em situação de vulnerabilidade
social, assegurando acesso à alimentação de qualidade ao valor social de R$ 1,00.

Reinaugurado em 26 de agosto do ano passado em nova estrutura, no Espaço Zé Peixe,
o restaurante passou por mudanças que reorganizaram o atendimento e deram início
à descentralização do serviço, ampliando, assim, para outros três bairros de Aracaju.

Segundo a coordenadora-geral do Restaurante Popular Padre Pedro, Nayane Andrade,
a principal mudança com a inauguração no novo espaço foi a melhoria no fluxo e no
acompanhamento assistencial. “Agora, por exemplo, temos a coleta de biometria, garantindo
que cada beneficiário receba apenas a sua quantidade e permitindo acesso aos dados
por meio do CPF. A descentralização, levando, ainda, aos bairros Santa Maria, Bugio
e Japãozinho, foi fundamental para que as refeições cheguem de maneira mais rápida
aos beneficiários, evitando que pessoas de bairros mais distantes precisem se deslocar
até o Centro”, destacou.

Atualmente, o programa distribui mais de 3.300 quentinhas diariamente, entre almoço
e jantar, nas quatro unidades. Para 2026, há previsão de nova expansão e aumento
do quantitativo de refeições ofertadas.

**Política permanente e garantida por lei**

A ampliação ganhou respaldo com a Lei nº 9.839, de 26 de dezembro de 2025, que transformou
o Restaurante Popular Padre Pedro em programa estadual. De acordo com a diretora
de segurança alimentar da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e
Cidadania (Seasic), Aline Ferreira, a mudança fortalece a política pública. “A descentralização
ocorreu no arcabouço da publicação da Lei e fez com que o ‘Padre Pedro’ deixasse
de ser um equipamento e passasse a ser um programa que garante a abertura de novos
pontos e a possibilidade de aumento no quantitativo das refeições ofertadas”, afirmou.

Aline ressalta que, ao se tornar lei, o programa passa a existir independentemente
de gestões futuras. “A partir do momento em que transformamos o Restaurante Popular
Padre Pedro em lei, ele se torna uma política permanente, independentemente de governo,
continuando a prestar esse serviço de tamanha importância para a população em situação
de vulnerabilidade”, enfatizou.

**Qualidade nutricional e estímulo à agricultura familiar**

A equipe técnica de nutricionistas da Seasic acompanha todas as etapas, da produção
à distribuição das refeições ofertadas nas unidades. “A empresa fornece os alimentos,
mas a equipe técnica da Seasic é responsável por fiscalizar de perto todas as etapas.
Os cardápios são rotativos e nutricionalmente equilibrados, com variedade de proteínas,
controle de nutrientes e frutas como sobremesa. Além disso, 30% dos alimentos são
adquiridos da agricultura familiar, estimulando pequenos produtores locais e fortalecendo
a economia regional”, ressaltou Nayane.

**Muito além da alimentação**

O benefício do restaurante ultrapassa o fornecimento diário de refeições. “É uma
política fundamental no enfrentamento à fome e à insegurança alimentar em Sergipe,
garantindo, diariamente, o acesso a refeições de qualidade a preço acessível e assegurando
o direito à alimentação adequada. Nesse último ano, Sergipe teve uma queda de 27%
no índice de insegurança alimentar grave, e o Restaurante Popular Padre Pedro é 
uma das políticas centrais e estratégicas para que a gente tenha conseguido reduzir
esses índices”, afirmou Aline. Segundo ela, a iniciativa integra o programa Sergipe
Sem Fome, que reúne outras ações de combate à insegurança alimentar no estado.

Integrado à rede, o programa também garante atendimento socioassistencial; emissão
da Carteira de Identificação Nacional (CIN), especialmente para a população em situação
de rua; acesso a serviços da Defensoria Pública; atividades de inclusão pela arte
para crianças.

A emissão de documentos tem sido estratégica para garantir cidadania a pessoas que,
muitas vezes, não possuem registro civil. “O restaurante tem feito esse serviço 
de emissão da Carteira de Identificação Nacional para pessoas que não possuem documentação,
possibilitando que sejam inseridas como cidadãs e tenham acesso a diversas políticas
públicas”, reforçou Aline.

Também são realizadas visitas domiciliares para beneficiários que não conseguem 
se deslocar até as unidades por questões de saúde ou impedimentos físicos. Após 
avaliação da assistência social, um responsável pode ser autorizado a retirar as
refeições.

**Um real que vale muito**

No Espaço Zé Peixe, o aposentado Josias Germano resume o sentimento de quem frequenta
o local. “A comida é espetacular, é melhor do que a do comércio, 10 mil vezes, nem
se compara. É tudo bem cozinhado, tudo bem assado, o pessoal aqui trata a gente 
muito bem”, afirmou.

Também no Centro, o aposentado José Milton destacou o acolhimento. “Temos que agradecer
porque foi uma grande vitória para a população e as pessoas mais vulneráveis. Aqui
é como se fosse uma família, considero como a minha casa. Somos bem recepcionados,
com carinho, com cuidado”, ressaltou.

No Bugio, o aposentado Paulo César afirma que a chegada da unidade transformou a
realidade da comunidade. “Para nós, do Bugio, foi uma benção. O gás está muito caro
e foi uma benção a chegada do ‘Padre Pedro’. Ajuda muito, de todas as formas. A 
alimentação vem adequada, excelente, e os funcionários tratam todos nós com respeito”,
destacou.

Já no Japãozinho, Maria Izabel Moura dos Santos, dona de casa e autônoma, relata
que a refeição permitiu reorganizar prioridades. “Esse ‘Padre Pedro’ veio para matar
a necessidade realmente de muita gente. A equipe que trabalha aqui foi bem-vinda.
O atendimento que eles têm com a gente, a dedicação e o cuidado são muito bons”,
enfatizou.

Para Maria Helena Moura Santos, que atua com ações solidárias na comunidade, a chegada
do restaurante representa valorização. “Quando chega uma coisa dessa para a nossa
comunidade, devemos abraçar com muito amor e carinho. A comida é gostosa, perfeita,
e as pessoas que trabalham sabem acolher a gente. Uma comunidade é como uma família
e essa família precisa ser abraçada com amor. Dou graças a Deus pelo nosso governador
ter ampliado o programa. Ele veio para valorizar nossa comunidade”, relatou.

Moradora do bairro Santa Maria há três décadas, a aposentada Maria Matildes Gomes,
de 68 anos, conta que o Restaurante Popular Padre Pedro chegou em um momento de 
grande necessidade. Com apenas um salário-mínimo, ela ajuda a pagar o aluguel de
dois filhos e afirma que a refeição a baixo custo tem feito diferença no orçamento.
Diante das despesas básicas, como água, luz e aluguel, garantir a alimentação diária
se torna um desafio.

Segundo ela, o restaurante popular representa um alívio financeiro e uma segurança.“
Foi uma benção enviada por Deus para essa comunidade carente. Quem ganha um salário-
mínimo para pagar água, luz e aluguel sabe como é difícil. Aqui, a gente paga só
um real e tem arroz, feijão, carne, verdura e suco”, afirma, ao contar que frequenta
o restaurante todos os dias, tanto no almoço quanto no jantar, por morar próximo
ao local. “É só vitória. A alimentação está garantida”, frisou.

Ao garantir alimento no prato, acompanhamento social e acesso à cidadania, o Restaurante
Popular Padre Pedro se consolida como uma política pública estruturante no enfrentamento
à insegurança alimentar em Sergipe. Mais do que a oferta de refeições a preço social,
o programa reafirma o compromisso do Estado com a dignidade, o cuidado e a proteção
das pessoas que mais precisam.

_Foto: Thiago Santos_

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