Rogério abandona discurso de golpe para se coligar aos Valadares, apoiadores do impeachment de Dilma

Isolado politicamente após deixar o grupo governista, o senador Rogério Carvalho (PT) se vê obrigado a abandonar o discurso petista de que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi um golpe tramado contra o seu partido.

Para ter o apoio do PSB, partido que orientou suas bancadas no Congresso a votar favoráveis ao processo de retirada do PT da presidência da República, Rogério atesta a “prescrição do golpe” e celebra o avanço dos diálogos políticos com os Valadares, pai e filho.

“Junto com o ex-senador Valadares e o ex-deputado Valadares Filho, nos reunimos hoje (quarta-feira, 27) em Brasília com o presidente do PSB nacional, Carlos Siqueira. Uma conversa que projeta esperança na construção de um projeto de oposição em Sergipe”, disse Rogério após encontro com os pessebistas.

Apesar de o impeachment de Dilma ter resultado, posteriormente, na prisão e consequente exclusão de Lula da disputa presidencial de 2018 e representar um dos episódios mais traumáticos da história do PT, o presidente do PSB entende que “a inaceitável narrativa do “golpe” beira o ridículo”.

Segundo Siqueira, a “sombria realidade” vivida durante o último governo petista impôs aos pessebistas o apoio ao processo de impeachment, classificado pelo PT como golpe, palavra que deixa de compor o vocabulário de Rogério. Para o PSB, o Congresso precisava tirar Dilma para ‘colocar o país nos trilhos’.

Assim, antes tachados de golpistas pelo PT, os Valadares, pai e filho, os mesmos que apoiaram a candidatura presidencial de Aécio Neves em 2014, agora são cortejados pelos petistas em Sergipe, que buscam garantir a inclusão do PSB na coligação a ser formada pelo partido para as eleições do próximo ano.

 

 

 

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