Same, Lar de Idosos, adere ações do Janeiro Branco pela Saúde Mental na 3ª Idade

O ambiente é tranquilo e caloroso. O espaço é arejado e bem conservado. Não há grandes corredores que distanciem os residentes das suas necessidades. As senhoras e os senhoras que nele vivem circulam acompanhados. Tudo o que se faz, neste local, é possível graças ao trabalho dedicado e a cultura de doação que hoje se desenvolve. Com uma ação responsável, e a participação de todos, a instituição funciona e traz conforto e cuidado àqueles que dela precisam.

Nesta semana, é a primeira vez que o Lar de Idosos do Same desenvolve atividades do Janeiro Branco. O mês, em sua atividade dedicada à saúde mental, encontra aqui a preocupação com a terceira idade. E nesta quarta-feira, 22, o espaço recebe dois psicólogos para abrir o diálogo. Iniciativa organizada pelos empolgados estagiários da Casa: Renata Maria, Leyla Lemos e Matheus Bonfim. Todos estudantes de psicologia.

“A nossa proposta vem desde o início do estágio, de poder ter um momento com todos sobre a saúde mental. Trata-se de saber com o que a gente pode contribuir para ajudar. Que em 2020 a gente possa ter um olhar diferenciado, e que, a gente possa, em algumas tardes, promover uma roda de conversas desta maneira. Que não seja impositiva, mas que a gente possa fazer isso tranquilamente, buscando orientações nas questões que a gente precisa”, revela a estudante Leyla.

Rodrigo Dillan, 24 anos, e Walleska Tavares, 23, sua colega de profissão, são os psicólogos clínicos que vieram para somar neste dia. “A importância de ações como esta, na saída da universidade, traz benefícios para a sociedade e experiência prática para os estudantes em questões importantes”, afirma Rodrigo, sobre a ação.

Após os profissionais levarem os idosos que desejavam participar para dentro do círculo proposto, a assistente social do Same, Nádia Costa, iniciou a conversa entre os idosos e os profissionais. Ela atentou para a necessidade de se ter hoje, mais do que nunca, um olhar diferenciado sobre o tema da saúde mental na terceira idade.

“Ainda há muito preconceito e medo sobre este tema. A ajuda que o idoso recebe é medicamentosa, mas também deve ser de terapia, de atividade física […]. É preciso cuidarmos do corpo e da mente para termos uma saúde tranquila. Espero que possamos fazer outros trabalhos como o de hoje, pelo menos, à cada dois meses”, introduz Nádia ao diálogo com os psicólogos.

E o resultado desta conversa entre profissionais de saúde, idosos e corpo de colaboradores? Foi algo realmente engrandecedor. A velhice chega para todos, e se não for permitido falar sobre ela nos contextos da saúde mental e da vida cotidiana, é como se aparecesse de repente para todos. Na melhor idade, dores musculares e uma saúde física mais frágil podem ser atenuadas, mas nem por isso, com o passar do tempo, terminam. É sempre importante cuidar da saúde da mente, e, em especial, neste contexto.

“É um crescimento mais do que profissional poder colaborar. Mais pessoal. Com certeza. Viemos aqui com a ideia mais de ouvir mesmo do que passar um conhecimento teórico, de algo que a gente aprendeu. Tínhamos algo a aprender. Foi essa a ideia e foi muito bom”, conta a psicóloga Walleska Tavares, sobre a ação desta quarta-feira.

“É uma experiência transformadora. Estávamos com uma expectativa muito boa antes de vir para cá, e ao chegar aqui, e ver todas as pessoas que aqui estão, ouvir os sentimentos que elas têm, os pensamentos que elas têm, é diferente. É único e é muito especial. Tivemos contato com pessoas de até 100 anos e que estão bem. Fiquei encantado”, conclui o colega Rodrigo Dillan..

Com isso, neste início de ano, no Lar de Idosos, a escuta ativa pode imperar. Cada um trouxe a sua contribuição possível, a sua experiência sobre o envelhecimento, e os profissionais da saúde mental auxiliam no espaço o desenvolvimento do grupo residente no Same sobre as suas perspectivas.

“De fato, a discussão da saúde mental é de suma importância em uma instituição asilar, porque as pessoas da terceira idade têm as suas debilidades naturais da idade, mas precisam de um acompanhamento para que suas restrições não se tornem um peso que venha a agravar a sua saúde. Não só mental, como também física. Assim, o entrosamento que hoje se faz entre a universidade, estudantes e profissionais de saúde é de suma importância para a instituição. Faremos mais vezes”, reflete o diretor do Same, Antônio Costa, sobre a ação.

Para saber mais e ajudar o trabalho que é feito pelo Same ligue: (79) 3215-5120. O Lar de Idosos está situado em Aracaju, na rua Thales Ferraz, 261, bairro Industrial.

 

 

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