Saúde divulga Informe Epidemiológico do Sarampo

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou nesta quinta- feira, 23, o Informe Epidemiológico do Sarampo em Sergipe referente a 2019. O levantamento revela que no ano passado foram notificados 60 casos suspeitos do agravo, sendo seis confirmados por laboratório e 54 descartados. Os municípios onde os casos aconteceram foram Aracaju (um), Areia Branca (um), Capela (dois) e Estância (dois), sendo três de outros estados. O informe revela que neste ano de 2020 não houve notificações de casos de sarampo.

O Informe Epidemiológico destaca que entre 2001 e 2017 o Estado de Sergipe não contabilizou casos confirmados do sarampo, cenário que sofreu mudança em 2018, quando o vírus voltou a circular no Estado, acarretando 28 notificações do agravo, com quatro casos confirmados, sendo dois importados, segundo informou a diretora de Vigilância em Saúde da SES, Mércia Feitosa.

Salientou a diretora que para o enfrentamento dos casos de sarampo, Sergipe recebeu no ano passado 209.147 doses de vacina Tríplice Viral, que imuniza também contra a caxumba e a rubéola. Além disso, o Estado se engajou nas campanhas seletivas de vacinação realizadas em outubro e novembro, tendo como público-alvo no primeiro momento as crianças de seis meses a menores de cinco anos, alcançando uma cobertura de 99,37% e, no segundo momento os jovens com idade entre 20 e 29 anos (população fora do cálculo de cobertura vacinal).

“Sergipe tem atuado ativamente junto aos municípios no enfrentamento aos casos suspeitos de sarampo, tendo feito uma série de recomendações que visam o controle da doença no Estado para a redução das possibilidades de adoecimento da população”, disse Feitosa, salientando que o sarampo é uma doença infecciosa aguda, transmissível e contagiosa.

Entre as recomendações feitas aos municípios estão: manterem-se em alerta para a detecção precoce dos casos e resposta rápida; notificar as secretaria municipal e estadual de Saúde em até 24 horas os casos suspeitos; proceder a coleta de espécimes clínicos (soro e urina, por exemplo) no momento da notificação; manter elevadas e homogêneas as coberturas vacinais; realizar bloqueio em até 72 horas em todos os contatos do casos suspeito.

 

 

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