Seduc adquire testes para avaliação de necessidades especiais de alunos da rede estadual

São, ao todo, 17 tipos de testes que vão auxiliar os profissionais na realização de um diagnóstico do estudante nos âmbitos psicológico, psicopedagógico e fonoaudiológico

A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), por meio do Centro de Referência em Educação Especial (Cresse), que faz parte do Departamento de Apoio ao Sistema Educacional (Dase), adquiriu testes para avaliação e diagnóstico dos alunos da rede estadual de ensino. São, ao todo, 17 tipos de testes que vão auxiliar os profissionais na realização de um diagnóstico do estudante nos âmbitos psicológico, psicopedagógico e fonoaudiológico. Os instrumentais têm como objetivo oferecer às escolas um panorama do processo de desenvolvimento dos alunos.

De acordo com o diretor do Creese, professor Anderson de Araújo Reis, os testes chegaram no início de outubro e serão aplicados na própria sede do Creese, a partir do momento em que os profissionais identificarem a necessidade. São avaliações que visam a buscar uma hipótese diagnóstica para identificar as necessidades especiais dos estudantes. Após concluída a avaliação, os profissionais elaboram um relatório, que é enviado para a escola onde a criança estuda. “O relatório contém orientações nas áreas de psicologia, psicopedagogia, fonoaudiologia e ação social, a fim de que a unidade de ensino busque apoio no sentido de efetivar melhorias no acolhimento e na aprendizagem desses estudantes”, disse, explicando que a escola que identificar uma necessidade em algum de seus alunos deve procurar o Creese para a aplicação da avaliação.

Anderson Reis afirma ainda ser necessário entender que o processo de desenvolvimento dos alunos com necessidades especiais requer um olhar diferenciado. “A gente entende que o processo de educação é extremamente subjetivo. Dentro dessa subjetividade, no processo de avaliar, precisamos de instrumentos que nos apóiem e nos deem condições para poder ofertar às escolas um panorama mais próximo à condição do aluno”, declarou.

Testes avaliativos

Os testes avaliativos adquiridos pelo Creese são de diversos tipos: escritos, lúdicos, por meio de pinturas, jogos, brinquedos etc. As profissionais que trabalham no Creese destacam que os instrumentais são de grande importância para diagnosticar necessidades especiais dos alunos e orientar as escolas para melhorar o processo de ensino-aprendizagem. A psicóloga Alexandra Bomfim Santos explica que os testes são fundamentais para detectar causas de uma possível dificuldade do aluno. “Eles avaliam aspectos cognitivos importantes para o processo de aprendizagem, sempre com um olhar atento à individualidade de cada aluno. A avaliação é feita atentando-se às questões subjetivas psíquicas, cognitivas e intelectuais da criança para que possamos descobrir o potencial dela e orientar as escolas, a fim de que o aluno consiga evoluir de uma forma mais confortável e positiva”, afirmou.

Já a fonoaudióloga Clarissa Santos Santana explica que os testes, no âmbito da sua área de atuação, verificam possíveis dificuldades que as crianças podem apresentar durante a fala e a escrita, como a dislexia, entre outros problemas. “São importantes para que a gente tenha mais parâmetros para avaliar a linguagem, a fala, o desenvolvimento do discurso do aluno, e para que nós possamos saber como esse aluno se comporta em determinadas situações”, afirmou.

A psicopedagoga Jannine Mabel Oliveira Mota Santos destacou que as avaliações são uma grande conquista, pois são testes atualizados que trazem evidências científicas e clínicas. “Elas ajudam na identificação das habilidades escolares da criança, como leitura, escrita e matemática; habilidades cognitivas, como atenção, memória e raciocínio lógico; e habilidades executivas, como a autorregulação que a criança tem; como ela trabalha no processo de planejamento; como ela identifica os problemas. Os testes trarão um olhar para os estudantes da nossa escola pública, para que possamos fazer uma melhor análise das suas potencialidades, especificidades, suas dificuldades, e podermos melhor orientar os professores que irão trabalhar com eles”, declarou.

 

 

 

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