Sem dinheiro para Auxílio Emergencial, Governo Federal gasta R$ 1,8 bilhão em ‘compras de supermercado’ 

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro nega a prorrogação do auxílio emergencial em 2021 e milhares de brasileiros padecem, o governo gastou R$ 1,8 bilhão em compras só em 2020. Bolsonaro chegou a afirmar que o “benefício não é uma aposentadoria” e que o “Brasil está endividado”. 

 

O levantamento feito pelo portal Metropoles mostra valores elevados em diversos itens, como R$ 21,4 milhões gastos em iogurte natural e outros R$ 15,5 milhões, em leite condensado. 

 

Os valores são referentes a 2020, ou seja, quando iniciou a período da pandemia de covid-19. O governo federal, que alega não ter dinheiro para pagar o auxílio emergencial para a população, desembolsou R$ 31 milhões de reais em refrigerante e outros R$ 2,2 milhões em chicletes. 

 

O “cardápio” do governo de Bolsonaro vai além do tradicional arroz, feijão, carne e salada. As compras de mercado do governo federal ainda incluem geleia de mocotó, picolé, pão de queijo, pizza, vinho, bombom, chantilly e sagu. Só em biscoito foram gastos R$ 50 milhões.

Na parte das carnes, o governo federal deixou seu carrinho de mercado pesado: foram gastos de R$ 89,6 milhões em carne bovina; R$ 51,5 milhões em carne de ave; R$ 30,9 milhões em peixes in natura; além de outros R$ 11 milhões em peixes em conserva.

 

As compras de molho shoyo, molho inglês e molho de pimenta somam mais de R$ 14 milhões aos cofres públicos. Só em rapadura foram gastos R$ 1.554.167,98 e mais R$ 6.589.839,54 em pó de pudim. Além disso, outros R$ 4.075.954,66 foram destinados para a compra de farinha para quibe.

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia declarado que, se houver redução de gastos do governo, o auxílio emergencial poderá ser retomado em 2021.

 

“Quer criar o auxílio emergencial de novo? Tem que ter muito cuidado, pensar bastante, porque, se fizer isso, não pode ter aumento automático de verbas para educação, para segurança pública… É uma guerra. Vê se teve aumento de salário durante a guerra (na história), vê se teve dinheiro para saúde, educação… Não tem”, disse.

 

Todavia, o questionamento da população é o seguinte: Se ao invés do Governo economizar na educação e reduzir os gastos com as ‘compras de supermercado’, sobraria para o auxílio emergencial?

 

 

Com informações da RBA

Publicidade:

 

 

Notícias de Sergipe

Email: contato@imprensa24h.com.br

Agilidade e informações com credibilidade são as marcas do Imprensa 24h

Imprensa 24 Horas

Siga nossas redes:

Facebook
Instagram
Twitter

Imprensa 24h

Agilidade e informações com credibilidade são as marcas do Imprensa 24h

Deixe uma resposta