Senador Alessandro contradiz discurso e se alia a petistas e políticos cassados

No intento de formar uma base de apoio que dê sustentação ao seu projeto de ser candidato a governador do Estado nas eleições de 2022, o senador Alessandro Vieira, presidente regional do Cidadania em Sergipe, tem se coligado a políticos e partidos que contradizem toda a sua pregação de renovação das práticas políticas.

Ao ser eleito senador da República, Alessandro declarou voto no então candidato à Presidência Jair Bolsonaro e justificou sua decisão argumentando que o outro candidato, o petista Fernando Haddad, representava “uma cúpula partidária já reconhecida e condenada como organização criminosa”.

Agora, Alessandro e seu Cidadania se aliaram ao PT para lançar o deputado estadual Dílson de Agripino candidato a prefeito de Tobias Barreto. Ou seja, para o delegado-senador, à medida que se torna conveniente a seus interesses político eleitorais, o PT deixa de ser uma “organização criminosa” e passa a ser aliado.

Em Aracaju, onde lançou a candidatura de Danielle Garcia à prefeitura, com o mote da renovação, Alessandro alçou a vice da chapa majoritária de seu partido o ex-deputado federal Valadares Filho (PSB), o continuador de uma tradição política familiar iniciada há mais de cinquenta anos.

Não bastasse a contradição de ter um Valadares numa chapa que propõe renovar as práticas políticas, a aliança do Cidadania em Aracaju abriga ainda os irmãos Eduardo e Edvan Amorim, presidentes regionais do PSDB e PL, velhos frequentadores dos palácios governistas.

Outra vez na contramão do próprio discurso, de só se aliar a políticos ficha limpa, Alessandro abriu as portas do Cidadania aos ex-prefeitos cassados de Riachão do Dantas, Laelson Menenzes e Gerana Costa, condenados por crimes eleitorais e improbidade administrativa, e junto a eles tem buscado se fortalecer localmente.

Em Ribeirópolis, o Cidadania de Alessandro, defensor da renovação, está presente no palanque do prefeito e candidato à reeleição Antônio Passos (DEM), que pleiteia o quarto mandato para dar continuidade ao domínio da família Passos no governo municipal iniciado há mais de cinco décadas.

Percebe-se, a partir desses exemplos, que para formar em torno de si um agrupamento político Alessandro não tem hesitado em fazer costuras à moda antiga, à base de interesses pessoais e conveniência eleitoral. Isso apenas evidencia a demagógica do discurso do senador, o qual, além de não corresponder à prática, subestima a capacidade cognitiva do eleitor sergipano.

 

Reprodução autorizada mediante citação da fonte: Imprensa 24h

 

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