Uma crise política sacode o Cidadania Sergipe após a decisão da direção nacional de inativar o diretório estadual, eleito democraticamente no último congresso da legenda. A medida, imposta pelo presidente em exercício Roberto Freire, gerou imediata e veemente manifestação da presidência sergipana, que a classificou como um desrespeito à militância e à democracia interna. O Imprensa 24h, em sua cobertura, detalha os pontos dessa contestação.
Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (26), a presidência estadual do partido em Sergipe expressou “surpresa e indignação” com a ação unilateral. A decisão é apontada como um atentado à autonomia dos estados, ferindo os princípios democráticos que deveriam reger a agremiação. Além disso, a inativação é vista como um grave desvalorização do protagonismo feminino, pois afasta da função a primeira mulher eleita internamente para liderar o diretório.
Contestação à Ação da Direção Nacional
A manifestação do Cidadania Sergipe enfatiza que a medida foi tomada sem qualquer aviso prévio, diálogo ou justificativa formal. Tal conduta, segundo a nota, demonstra uma flagrante ausência de diplomacia e respeito para com os militantes e os 33 membros do diretório estadual, eleitos através de um processo considerado legítimo e transparente.
Eleição Legítima e Desconsideração
O diretório agora inativado foi eleito em novembro do ano passado, seguindo rigorosamente todos os trâmites formais e estatutários do partido. O processo envolveu a realização de congressos municipais, que culminaram na escolha de diretórios locais e delegados para o congresso estadual. Toda essa construção, lamentavelmente, foi “desconsiderada e apagada institucionalmente”, configurando uma atuação vista como individual e autoritária por parte de Roberto Freire.
Impacto na Democracia Partidária e Liderança Feminina
Para a liderança sergipana, a decisão não apenas desrespeita a militância, mas também configura uma postura de retaliação a um estado que historicamente contribuiu de forma significativa para o fortalecimento do Cidadania, alcançando inclusive destaque na atuação e construção partidária nos últimos anos. A nota também destaca o simbolismo negativo da medida para o protagonismo feminino na política, ao afastar Danyara Passos, presidente eleita, que ocupou um espaço de liderança por mérito próprio e voto. Ela expressa “indignação e repúdio” pela ausência de reconhecimento e respeito, contrastando com a atitude “arbitrária e desrespeitosa” de um líder que se mantém no cargo há décadas.
Danyara Passos, presidente eleita do Cidadania em Sergipe, reforçou seu compromisso em permanecer firme na defesa da autonomia dos estados, da democracia partidária, do respeito aos sergipanos e, especialmente, do protagonismo feminino no cenário político.
O Imprensa 24h permanece atento aos desdobramentos desta situação, reiterando seu compromisso com o jornalismo profissional e a informação de qualidade, oferecendo aos leitores sergipanos uma cobertura aprofundada dos fatos políticos que impactam o estado.

