A deputada federal Yandra Moura (União Brasil), eleita em 2022 com a maior votação da história de Sergipe, lidera o ranking de faltas de parlamentares sergipanos na Câmara dos Deputados desde o início da atual legislatura, em 2023. Um levantamento minucioso do portal Mangue Jornalismo, cujos dados foram acessados publicamente no site da Câmara, revelou que a parlamentar acumulou 53 ausências em sessões plenárias em Brasília. Essa marca, que inclui 51 faltas justificadas e duas não justificadas, é superior à de todos os demais representantes do estado, levantando importantes questionamentos sobre a assiduidade e o engajamento dos legisladores que representam Sergipe no Congresso Nacional.
As ausências em plenário têm um peso significativo na atuação parlamentar, pois é nesses momentos que ocorrem as deliberações cruciais sobre projetos de lei (PLs), medidas provisórias (MPs) e propostas de emenda à Constituição (PECs) – o cerne da atividade legislativa. A cada falta, mesmo que justificada, diminui a oportunidade de participação direta na construção e aprovação das leis que impactam a vida dos cidadãos, não apenas de Sergipe, mas de todo o Brasil.
O Cenário das Ausências na Bancada Sergipana
O levantamento detalhado, que o Imprensa 24h acompanha de perto, posiciona a deputada Yandra Moura no topo da lista das ausências. Contudo, outros membros da bancada de Sergipe também registram um volume considerável de faltas, acendendo o debate sobre a frequência e o compromisso dos representantes eleitos.
O segundo maior volume de ausências foi registrado pelo deputado Ícaro de Valmir (Republicanos), com um total de 31 faltas. Destas, 28 foram devidamente justificadas, enquanto três não apresentaram justificativa formal. Compartilhando a mesma posição, o deputado Rodrigo Valadares (PL), que recentemente trocou o União Brasil pelo Partido Liberal, também contabiliza 31 ausências, sendo 24 justificadas e sete sem justificativa. A proximidade desses números reforça a necessidade de um olhar atento sobre a regularidade dos parlamentares em Brasília.
Na sequência desse ranking de assiduidade, surge o deputado Fábio Reis (PSD), com 25 faltas acumuladas em sessões plenárias desde o início da atual legislatura. Logo após, a Delegada Katarina (PSD) e Gustinho Ribeiro (PP) empatam com 23 ausências registradas no período analisado. Curiosamente, Gustinho Ribeiro se destaca de forma negativa no quesito “faltas não justificadas”, com 16 registros, o maior número entre todos os parlamentares sergipanos examinados. Por outro lado, o deputado Thiago de Joaldo (PP) aparece com 12 faltas, um número intermediário no levantamento.
Na outra ponta do ranking, apresentando o menor número de ausências, está o deputado João Daniel (PT), com apenas três faltas desde o início da legislatura. Esse dado sublinha a discrepância na assiduidade dos representantes do estado, com um parlamentar exibindo uma presença quase integral, enquanto outros demonstram um padrão de ausências mais frequente.
Justificativas e Impacto na Representação
Diante do elevado número de faltas da deputada Yandra Moura, o *Mangue Jornalismo* procurou sua assessoria para esclarecimentos, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem original. Atualmente, a deputada está de licença do mandato após o nascimento de seu primeiro filho. Embora a maior parte de suas ausências tenha sido registrada como “justificada”, é fundamental compreender que essa classificação não necessariamente implica a presença em atividades legislativas equivalentes às sessões plenárias. Muitas justificativas podem cobrir agendas políticas externas, compromissos em suas bases eleitorais ou outras atividades parlamentares que não envolvem a presença no plenário.
A assessoria do deputado Ícaro de Valmir, por sua vez, respondeu ao questionamento, explicando que as comissões parlamentares realizam semanalmente dezenas de audiências públicas temáticas simultâneas, o que “inviabiliza a presença de qualquer parlamentar em sua totalidade”. A nota ainda afirmou que Ícaro é “o parlamentar sergipano com maior participação em comissões, tanto permanentes quanto temporárias”. Esta justificativa aponta para a complexidade da agenda dos deputados, que se dividem entre diversas frentes de trabalho legislativo, muitas vezes concomitantes. No entanto, o plenário continua sendo o palco principal para as votações e debates decisivos.
As Regras da Câmara para Ausências
Pelas regras internas da Câmara dos Deputados, parlamentares podem justificar suas faltas por uma série de motivos, incluindo agendas políticas, compromissos externos ou atividades parlamentares que ocorrem fora do plenário. O que torna este mecanismo relativamente flexível é a consequência: não há sanções administrativas significativas nem descontos no salário em razão dessas ausências justificadas. Isso permite que deputados mantenham uma regularidade formal mesmo com uma presença reduzida nas sessões deliberativas. É possível consultar os dados de presença e votação diretamente no portal da Câmara dos Deputados, garantindo a transparência da atuação parlamentar.
A flexibilidade do sistema, contudo, gera um contraste notável com a legislação trabalhista comum. Enquanto a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê um sistema progressivo de punições para empregados que acumulam faltas injustificadas – com advertências, suspensões e, em casos extremos, até demissão por justa causa –, o regimento parlamentar oferece uma margem de manobra muito maior. Para os parlamentares, a perda do mandato por falta é um cenário bem mais restrito. De acordo com a Constituição Federal, deputados e senadores estão sujeitos à perda do mandato apenas se deixarem de comparecer, em cada sessão legislativa, a um terço das sessões ordinárias da Casa, salvo em casos de licença ou missão oficial autorizada pelo próprio parlamento.
Relevância da Presença para a Sociedade Sergipana
A presença dos parlamentares sergipanos nas sessões plenárias é mais do que uma formalidade; é a materialização da representatividade e do poder do voto. Cada ausência pode significar uma voz a menos nos debates cruciais para o desenvolvimento de Sergipe e do país. A tomada de decisões sobre temas como orçamento, educação, saúde, segurança e infraestrutura depende diretamente da participação ativa de cada deputado. Quando um parlamentar está ausente, a chance de defender os interesses de sua base eleitoral e de influenciar o resultado de votações importantes diminui consideravelmente.
É essencial que os cidadãos de Sergipe acompanhem a atuação de seus representantes, não apenas em relação à proposição de projetos, mas também à assiduidade nas sessões. A transparência nos dados de frequência, como os divulgados pelo *Mangue Jornalismo* e repercutidos pelo Imprensa 24h, permite que o eleitor faça um julgamento mais informado sobre o desempenho de quem foi eleito para defender seus direitos e interesses. A credibilidade do processo legislativo e a eficácia da representação democrática dependem, em grande parte, da dedicação e presença dos eleitos no Congresso.
TRECHO DE DESTAQUE: As faltas de parlamentares sergipanos na Câmara dos Deputados desde 2023 revelam que Yandra Moura, Ícaro de Valmir e Rodrigo Valadares são os que mais se ausentaram das sessões plenárias. Embora muitas sejam justificadas, as ausências impactam diretamente a participação nas deliberações sobre projetos de lei, medidas provisórias e propostas de emenda à Constituição, afetando a representatividade do estado em Brasília.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quais parlamentares sergipanos mais faltaram à Câmara desde 2023?
Desde o início da legislatura em 2023, a deputada federal Yandra Moura (União Brasil) é a parlamentar sergipana com mais ausências em sessões plenárias, somando 53 faltas. Em seguida, aparecem Ícaro de Valmir (Republicanos) e Rodrigo Valadares (PL), ambos com 31 ausências.
As faltas dos deputados federais são sempre justificadas?
A maioria das faltas registradas pelos deputados é justificada por motivos como agendas políticas, compromissos externos ou atividades parlamentares fora do plenário. No entanto, houve também registros de faltas não justificadas por alguns parlamentares, como Gustinho Ribeiro, que lidera neste quesito com 16.
Qual o impacto das faltas de parlamentares na atividade legislativa?
As faltas de parlamentares, mesmo justificadas, podem reduzir a participação direta nas votações e debates sobre projetos de lei, medidas provisórias e propostas de emenda à Constituição. Isso pode diminuir a capacidade de defender os interesses de seu estado e influenciar as decisões que afetam a população, comprometendo a eficácia da representação.
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