Publicações nas redes sociais afirmando que o Brasil perdoou a dívida da Venezuela são falsas. O governo segue cobrando integralmente o valor, que já ultrapassa R$ 9,9 bilhões.
Circulam nas redes sociais publicações enganosas alegando que o governo brasileiro teria desistido de cobrar a dívida bilionária da Venezuela. No entanto, essa informação é falsa. O Ministério da Fazenda confirmou que não houve perdão, e que a cobrança integral da dívida continua em curso por vias administrativas e diplomáticas.
A desinformação ganhou força após uma postagem feita no Instagram no dia 9 de julho, que afirmava que o Brasil teria perdoado uma dívida de R$ 9,2 bilhões. Segundo o conteúdo falso, esse montante teria sido emprestado para obras de infraestrutura como metrô, usina siderúrgica e estaleiro. A publicação viralizou, acumulando mais de 51 mil visualizações. Conteúdos similares também circulam nas plataformas X (antigo Twitter) e Facebook.
Em nota oficial ao Fato ou Fake, o secretário de Assuntos Internacionais da Fazenda, Rafael Tatemoto, negou qualquer tipo de anistia à dívida venezuelana. De acordo com ele, não houve nenhuma renegociação formal e o governo brasileiro mantém a cobrança total da dívida por meio de instrumentos técnicos e diplomáticos disponíveis.
Entre as ações em andamento, destacam-se:
Reuniões técnicas com representantes do governo venezuelano, realizadas em 27 de agosto e 1º de setembro de 2023, com foco na retomada do diálogo e conciliação dos valores em atraso;
Envio periódico de ofícios de cobrança pela Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda (SAIN/MF), com apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE);
Manutenção de um canal técnico para esclarecimentos e atualização das informações sobre os contratos;
Compartilhamento de dados com outros credores soberanos no âmbito do Clube de Paris, fórum informal de renegociação de dívidas entre países.
De acordo com dados atualizados da Secretaria de Assuntos Internacionais, o montante da dívida da Venezuela com o Brasil, incluindo juros de mora, já ultrapassa os R$ 9,91 bilhões.
A origem da dívida remonta aos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, quando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiou, por meio da chamada “exportação de serviços”, US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 7,7 bilhões na cotação atual) para empresas brasileiras atuarem em obras no país vizinho.
Esse financiamento foi usado, por exemplo, para a construção de linhas do metrô de Caracas e de uma usina siderúrgica. No entanto, diante do colapso econômico da Venezuela, os pagamentos foram interrompidos. Com isso, o BNDES acionou o Fundo de Garantia à Exportação (FGE) — mecanismo vinculado ao Ministério da Fazenda — para ressarcir as empresas brasileiras. Em última instância, o prejuízo é coberto pelo Tesouro Nacional.
Segundo o portal do BNDES, com dados atualizados até março de 2025, o valor principal da dívida venezuelana coberta pelo FGE soma US$ 797 milhões, equivalente a R$ 4,4 bilhões.
A equipe da Imprensa 24h reforça que, diante da disseminação de fake news, é fundamental conferir informações em fontes oficiais como o site do Ministério da Fazenda, o BNDES e agências de verificação confiáveis.
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