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Governo Federal institui programa para bloquear celulares em presídios brasileiros

Governo Federal institui programa para bloquear celulares em presídios brasileiros

Governo Federal institui programa para bloquear celulares em presídios brasileiros

Ações integradas para o controle de comunicações

O Governo Federal oficializou nesta terça-feira (13) a criação de um programa nacional voltado ao combate do uso irregular de aparelhos celulares e dispositivos de comunicação dentro das unidades prisionais do país. A iniciativa busca fortalecer a segurança pública por meio de uma estratégia coordenada entre a União, os estados e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), visando identificar e inutilizar sinais clandestinos que operam atrás das grades.

A medida responde a um desafio histórico do sistema carcerário brasileiro, onde a comunicação externa ilícita é frequentemente utilizada para a coordenação de atividades criminosas. O decreto estabelece diretrizes para a implementação de tecnologias de bloqueio e monitoramento, integrando esforços federais e estaduais para garantir a eficácia das operações de inteligência.

Georreferenciamento e monitoramento de perímetros

Um dos pilares do novo projeto é a criação do Cadastro Nacional de Perímetros de Segurança Penitenciária. Esta ferramenta centralizará dados georreferenciados de todas as unidades prisionais do território nacional, incluindo as áreas adjacentes. A gestão deste banco de dados ficará sob responsabilidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública, sendo incorporada ao Sistema Nacional de Informações Penais (Sisdepen).

Com o mapeamento preciso das unidades, as autoridades pretendem otimizar a instalação de bloqueadores de sinais de radiocomunicação. O decreto autoriza que estados e outros entes federativos que aderirem ao programa utilizem equipamentos específicos para neutralizar o tráfego de dados e chamadas não autorizadas, restringindo o alcance de redes móveis próximas aos presídios.

Identificação técnica e combate ao uso de IMEI

Além do bloqueio físico de sinais, o programa aposta na inteligência de dados para desarticular o uso de dispositivos ilegais. As unidades prisionais deverão coletar e encaminhar informações técnicas dos aparelhos apreendidos, com foco especial no código IMEI, que identifica individualmente cada celular. O envio desses dados será realizado por meio de uma plataforma digital que será disponibilizada pelo Ministério da Justiça em um prazo de até 180 dias.

A centralização dessas informações permitirá que órgãos de segurança tenham um panorama mais claro sobre a origem dos aparelhos e a frequência com que são introduzidos nos presídios. A expectativa é que, com a colaboração das operadoras de telefonia e a fiscalização da Anatel, o cerco contra a comunicação criminosa seja significativamente ampliado em todo o país.