Após uma temporada marcada por conquistas regionais expressivas e projeção internacional, três equipes sergipanas de robótica se preparam para um novo desafio: o Campeonato Brasileiro, que acontecerá de 03 a 09 de março em São Paulo. Representando o Colégio Coesi, de Aracaju, os times TechCOE, RoboCOE e RoboTech buscam consolidar a excelência do estado na modalidade em um dos maiores torneios nacionais, que reunirá mais de 200 competidores de todo o país e é classificatório para etapas ainda mais grandiosas.
Inovação a Serviço da Arqueologia: O Desafio da Competição
O torneio deste ano propõe uma imersão na arqueologia, desafiando os participantes a desenvolverem soluções criativas para problemas enfrentados por profissionais da área. A iniciativa vai além da construção de robôs, englobando pesquisa científica aprofundada, investigação de campo e a criação de protótipos com potencial de impacto real, estimulando o pensamento crítico e a aplicação prática do conhecimento.
Preparação Estratégica e Resultados Consistentes
A jornada até a vaga no Brasileiro foi construída ao longo de meses de intenso preparo. Segundo Rian Gabriel dos Santos, técnico e professor das equipes, o sucesso é fruto de um planejamento pedagógico meticuloso e acompanhamento constante. “Nossa preparação se iniciou no segundo semestre do ano anterior, com treinamentos intensivos para os torneios regionais. As três equipes foram campeãs em suas categorias no Regional Bahia e no Regional Paraíba, garantindo as primeiras vagas disponíveis. Este resultado reflete um trabalho diário de orientação, estratégia e aprimoramento técnico com os alunos”, detalha Santos.
Rian reforça que o desempenho transcende a arena de competição. “Acompanhamos cada etapa: da pesquisa inicial às visitas técnicas, da construção dos protótipos aos testes finais. Há uma metodologia por trás, um direcionamento técnico para que cada solução seja bem fundamentada e, acima de tudo, competitiva”, explica o educador.
Projetos Destaque em Busca de Soluções Reais
Entre os projetos que se destacam, a equipe TechCOE, formada por alunos de 10 anos, desenvolveu a ‘Luva-Pincel’. Esta solução ergonômica visa auxiliar arqueólogos em escavações delicadas, otimizando a precisão e reduzindo movimentos repetitivos no manuseio de artefatos. Já a RoboCOE, com estudantes de 13 a 15 anos, criou uma folha fitoterápica com propriedades antifúngicas, projetada para preservar itens históricos durante armazenamento e transporte, prevenindo a ação de fungos e microrganismos.
RoboTech: Excelência e Experiência Internacional
A equipe RoboTech, atual campeã nacional na categoria FTC, representa o que há de mais avançado na robótica sergipana. Estes estudantes, que já representaram o Brasil em Houston em 2024, desenvolvem robôs de porte médio com características industriais, capazes de executar tarefas complexas em arena. O desafio exige conhecimentos aprofundados em engenharia, programação, estratégia e um trabalho em equipe coeso.
O coordenador e técnico Carlos Eduardo enfatiza a relevância da preparação estratégica para manter o alto nível competitivo. “Treinamos nossos alunos para competir em alta performance. No ano anterior, batemos recordes de pontuação e conquistamos o título nacional, além da vaga para o Mundial. Nosso objetivo agora é manter essa constância, aprimorar cada detalhe para que entrem no Brasileiro prontos para disputar entre os melhores do país”, salienta.
Colégio Coesi: 16 Anos de Liderança na Robótica Educacional
Para Carla Eugênia Nunes, diretora pedagógica do Colégio Coesi, os resultados são a materialização de um projeto educacional duradouro e visionário. “Ao longo de 16 anos de investimentos contínuos, o Coesi firmou Sergipe como referência internacional na robótica educacional. A robótica é parte integrante de nossa proposta, atuando como ferramenta de desenvolvimento integral que estimula a pesquisa, o pensamento crítico, a criatividade e o trabalho em equipe”, afirma Nunes.
Protagonismo Estudantil e a Emoção da Competição
Entre os alunos, o sentimento é de responsabilidade e entusiasmo. João Pedro, do segundo ano do Ensino Médio, rememorou a experiência internacional: “Na minha primeira temporada, fomos campeões nacionais e representamos Sergipe em Houston. Foi incrível conhecer outras culturas e representar o Brasil. Agora, quero aprofundar meus conhecimentos em programação e ter novamente o prazer de representar Sergipe no Brasileiro”.
Já Miguel de Souza Almeida, aluno do 1º ano do Ensino Médio, expressa sua alta expectativa: “Estou indo pela primeira vez representar não só a equipe, mas o Estado. É muito gratificante. Estamos otimistas, com um projeto consistente, e esperamos trazer mais um título para casa”.
O Imprensa 24h continuará acompanhando a trajetória dessas promissoras equipes, reforçando nosso compromisso com a divulgação de iniciativas que elevam o nome de Sergipe no cenário nacional e internacional. Acreditamos na força da educação e da inovação para transformar vidas e projetar talentos, oferecendo sempre informação de qualidade e credibilidade aos nossos leitores.

