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Ações da Novo Nordisk recuam sob pressão de concorrência e incertezas sobre patentes

Ações da Novo Nordisk recuam sob pressão de concorrência e incertezas sobre patentes

Ações da Novo Nordisk recuam sob pressão de concorrência e incertezas sobre patentes

As ações da Novo Nordisk registraram queda nesta segunda-feira, refletindo a cautela de investidores diante de desafios estruturais enfrentados pela farmacêutica dinamarquesa. Executivos da companhia foram confrontados por analistas sobre a sustentabilidade dos preços de seus medicamentos e a estratégia de fusões e aquisições (M&A) em um momento crítico, marcado pela proximidade do vencimento de patentes fundamentais para o seu portfólio.

A empresa, que alcançou uma avaliação de mercado superior a US$ 600 bilhões após o sucesso do Wegovy, enfrenta agora um cenário de maior volatilidade. As ações da companhia acumulam uma desvalorização superior a 70% em relação aos seus recordes históricos, pressionadas pela ascensão da rival norte-americana Eli Lilly no mercado de tratamentos para obesidade e diabetes.

Desafios competitivos e reestruturação interna

A pressão competitiva é um dos principais fatores que preocupam o mercado. Dados da LSEG indicam que o Zepbound, medicamento injetável da Eli Lilly, deve superar as vendas do Wegovy em mais de US$ 7 bilhões ao longo deste ano. Para mitigar os impactos dessa disputa, a Novo Nordisk intensificou um programa de redução de custos que já soma 13.000 demissões, entre cortes iniciais e desligamentos subsequentes.

Durante evento para o mercado de capitais realizado em Londres, o presidente-executivo da farmacêutica, Mike Doustdar, apresentou metas ambiciosas. A companhia projeta o lançamento de mais de cinco medicamentos de grande sucesso até 2030 e estima gerar mais de 150 bilhões de coroas dinamarquesas em vendas provenientes de seu pipeline até 2035. Contudo, analistas questionam se os novos produtos conseguirão manter margens de lucro elevadas após a perda de exclusividade da semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, prevista para o início da próxima década.

Estratégia de crescimento e expansão do portfólio

Para reforçar seu pipeline, a gestão da Novo Nordisk sinalizou que o balanço patrimonial da empresa possui fôlego para realizar aquisições de maior porte. A empresa destacou que sua meta de receita para 2030 baseia-se em ativos internos e não contabiliza eventuais fusões e aquisições futuras. O foco atual está na diversificação, com a aceleração de um portfólio de comprimidos, visando ter pelo menos cinco medicamentos orais em ensaios clínicos ainda este ano.

O cronograma de lançamentos inclui a combinação CagriSema para o início do próximo ano, seguida pelo cagrilintide isolado e versões de alta dose em 2028. A empresa também planeja o lançamento simultâneo das versões oral e injetável do zenagamtide. O objetivo central, segundo Doustdar, é alcançar mais de 60 milhões de pacientes globalmente até 2030, ampliando a capacidade produtiva em dez vezes para atender à crescente demanda por terapias para obesidade.

Apesar das incertezas, a companhia mantém uma base sólida de usuários. O comprimido oral Wegovy atingiu a marca de 7 milhões de prescrições nos Estados Unidos, com 90% das vendas realizadas via pagamentos diretos. O mercado agora aguarda os próximos passos da farmacêutica para entender como ela navegará a concorrência de gigantes como Amgen e Pfizer a partir de 2028.

Perguntas frequentes

Por que as ações da Novo Nordisk caíram?

As ações recuaram devido a dúvidas de analistas sobre a capacidade da empresa de manter preços elevados após o vencimento de patentes e pela forte concorrência da Eli Lilly no setor de medicamentos para obesidade.

Qual é a estratégia da empresa para 2030?

A companhia planeja lançar mais de cinco novos medicamentos, expandir a produção de terapias orais e realizar aquisições estratégicas para reforçar seu pipeline de produtos.

Como a Novo Nordisk pretende enfrentar a concorrência?

Além de investir em novos medicamentos, como o CagriSema e o zenagamtide, a empresa está focada em ampliar o acesso a pacientes e em um programa de redução de custos operacionais.