O mês de agosto é marcado pelo Agosto Dourado, movimento dedicado à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Em 2026, a campanha tem como tema global “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona”, destacando a importância de ampliar o acesso à informação, ao atendimento especializado e às condições necessárias para que as mulheres possam amamentar com segurança e apoio.
A Semana Mundial de Aleitamento Materno, realizada de 1º a 7 de agosto, reforça a necessidade de fortalecer as estratégias que contribuem para a amamentação, incluindo a capacitação de profissionais, ambientes de trabalho mais acolhedores e políticas públicas de apoio às famílias. Para a mastologista Renata Montarroyos, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Sergipe, o tema também está diretamente relacionado à saúde da mulher.
“A amamentação é muito importante para a saúde do bebê, mas também traz benefícios para a mãe. Do ponto de vista da saúde das mamas, o aleitamento está associado à redução do risco de câncer de mama. Por isso, o Agosto Dourado é uma oportunidade para reforçarmos a importância da informação e do acompanhamento adequado, respeitando a realidade e as necessidades de cada mulher”, explica.
Para o bebê, o leite materno oferece nutrientes essenciais e contribui para a proteção contra infecções, especialmente respiratórias e gastrointestinais. A recomendação é de aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, com continuidade após esse período, junto à introdução de outros alimentos, conforme orientação dos profissionais de saúde. Para as mães, a amamentação também está associada à redução do risco de doenças como diabetes tipo 2 e câncer de mama e de ovário.
A campanha de 2026 também chama atenção para a sustentabilidade. O aleitamento materno contribui para a segurança alimentar e nutricional e reduz impactos ambientais relacionados à produção, às embalagens, ao transporte e ao descarte de fórmulas infantis.
Apesar de ser um processo natural, a amamentação pode envolver desafios, como dificuldades na pega, dor, fissuras e questões relacionadas à produção de leite. Por isso, contar com uma rede de apoio e buscar orientação profissional pode fazer diferença para a continuidade do aleitamento. Os Bancos de Leite Humano oferecem atendimento gratuito para mães que precisam de orientação e manejo da amamentação.
“Amamentar não deve ser uma responsabilidade enfrentada sozinha pela mulher. Informação, acolhimento e uma rede de apoio são fundamentais. Quando surgem dificuldades, buscar profissionais capacitados é importante para que a mãe receba orientação adequada e possa vivenciar esse processo com mais segurança e tranquilidade”, ressalta Renata Montarroyos.


