A comissão técnica de arbitragem da CBF reconheceu que houve falhas determinantes da equipe de arbitragem no clássico entre Fluminense e Flamengo. O confronto, realizado no Maracanã pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, terminou com o placar de 1 a 0 favorável ao time rubro-negro.
As conclusões foram emitidas após minuciosa revisão do desempenho do árbitro de campo, Rafael Rodrigo Klein, além da atuação do árbitro de vídeo, Daniel Nobre Bins. Dois momentos capitais da partida tiveram decisões oficiais apontadas como incorretas pelo órgão responsável pela análise técnica nacional.
Revisão detalha pênalti não marcado e cartão vermelho omitido
De acordo com informações apuradas pelo especialista Paulo Caravina, do jornal Estadão, o volante Erick Pulgar deveria ter recebido o cartão vermelho direto. A entidade máxima do futebol nacional concluiu que a entrada cometida pelo atleta rubro-negro sobre Castillo exigia expulsão imediata por jogo brusco grave.
A outra infração destacada na avaliação interna foi a falta cometida pelo lateral Alex Sandro em cima de Savarino dentro da grande área. A diretoria de arbitragem considerou que o choque gerou penalidade máxima indiscutível, a qual foi totalmente ignorada em campo e não corrigida pelos operadores do sistema de vídeo.
Atuação do VAR e impactos no resultado da partida
O painel de avaliação frisou que a equipe de vídeo tinha o dever de interferir para retificar ambas as omissões do juiz principal. Apesar de toda a tecnologia instalada no estádio, os operadores não recomendaram as revisões nos monitores à beira do gramado.
Mesmo diante da confirmação oficial das irregularidades operacionais, o resultado do clássico segue inalterado com a vitória do Flamengo pelo placar mínimo. O documento técnico divulgado pela CBF reabre debates profundos a respeito da consistência dos critérios adotados pela arbitragem nacional nas rodadas decisivas do torneio.

