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Arboviroses em Sergipe: estado registra quase 600 casos de dengue em 2026

Arboviroses em Sergipe: estado registra quase 600 casos de dengue em 2026

Arboviroses em Sergipe: estado registra quase 600 casos de dengue em 2026

Alerta epidemiológico em Sergipe

O combate às arboviroses, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, segue como uma prioridade de saúde pública em Sergipe. Dados atualizados indicam que, em 2026, o estado contabilizou 583 casos de dengue, 134 de chikungunya e quatro de zika. O cenário exige atenção redobrada da população, especialmente em períodos de alternância entre chuvas e sol intenso, condições que favorecem a proliferação do vetor.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a eliminação de focos de água parada é a estratégia mais eficaz para interromper o ciclo de reprodução do mosquito. A recomendação é que moradores realizem vistorias semanais em suas residências, verificando vasos de plantas, caixas d’água, pneus e qualquer recipiente capaz de acumular água, impedindo que se tornem criadouros.

Índices de infestação e o monitoramento do LIRAa

O quarto Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, divulgado no final de julho, trouxe um panorama sobre a situação nos 75 municípios sergipanos. Atualmente, quatro cidades apresentam alto índice de infestação, enquanto 47 estão em situação de médio risco e 24 em baixo risco.

Houve uma redução de 42,9% no número de municípios em alto risco em comparação ao levantamento de maio, quando sete cidades figuravam nesta lista. Contudo, a preocupação persiste em locais como Frei Paulo, Itabaiana e Nossa Senhora da Glória, que mantiveram o alerta alto. O município de Graccho Cardoso também entrou para o grupo de risco, atingindo um índice de 5,8. Itabaiana destaca-se negativamente por ser a única cidade a permanecer na faixa de alto risco em todas as edições do LIRAa realizadas neste ano.

Cuidados com a saúde e riscos da automedicação

A identificação precoce dos sintomas é fundamental para o manejo clínico adequado das arboviroses. Febre, dor de cabeça e dores no corpo são sinais de alerta. Ao notar qualquer desconforto, o cidadão deve buscar atendimento imediato na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência para avaliação médica.

As autoridades de saúde alertam severamente contra a automedicação. O uso de anti-inflamatórios e medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico é contraindicado para pacientes com suspeita de dengue, pois essas substâncias podem elevar o risco de sangramentos e complicações graves no quadro clínico do paciente.