Athirson surpreendeu ao revelar ressentimento com a passagem pelo Flamengo, mas fez questão de destacar o carinho que tem pelo clube. O ex-lateral foi um dos destaques do título da Copa Mercosul de 1999 e dos Cariocas de 1999 e 2000.
Durante entrevista, o veterano expôs a frustração com a forma como os dirigentes o impediram de realizar a transferência para o Barcelona, em 2001. Para ele, o período de indefinição acabou atrapalhando o seguimento da sua carreira internacional.
Negociação bloqueada e transferência frustrada
Edmundo Santos, então presidente do clube, argumentou que não podia vender o atleta por considerá-lo o principal nome do elenco. “Eu respondi dizendo que fazia parte do processo de evolução, e precisava ir para a Europa para dar continuidade à minha carreira”, relembrou durante o Basticast.
Mesmo com um pré-contrato firmado, a saída não foi liberada de imediato. Com a demora e mudanças políticas na diretoria da equipe catalã, a negociação acabou não se concretizando, redirecionando o destino do jogador para a Juventus, na Itália.
Problemas de saúde na Europa
A transição para o futebol italiano foi marcada por turbulências extracampo e complicações médicas severas. Na época, Athirson sofreu com uma dengue hemorrágica não diagnosticada corretamente pelos médicos locais.
A suspeita inicial de leucemia abalou profundamente o psicológico do atleta. “De um atleta feliz, alegre, tudo se tornou um pesadelo. Isso me magoou muito porque me prejudicou emocionalmente”, desabafou sobre a rotina de exames constantes para conseguir ser relacionado para as partidas.
Lamentações sobre o rumo da carreira
Diante do acúmulo de conflitos judiciais, da saída conturbada do Brasil e da doença, o ex-jogador acredita que seu potencial máximo acabou podado pelas circunstâncias. Para ele, a trajetória na seleção e no exterior poderia ter alcançado patamares muito mais altos.
“Infelizmente as pessoas não tiveram entendimento nem coragem de assumir o próprio erro e acabaram com a carreira de um atleta que estava em evolução. Até hoje eu sofro de verdade”, concluiu o ex-lateral.

