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Barragem do Poxim entra em alerta após nível recuar para 28,6% da capacidade útil

Barragem do Poxim entra em alerta após nível recuar para 28,6% da capacidade útil

Barragem do Poxim entra em alerta após nível recuar para 28,6% da capacidade útil

O Governo de Sergipe oficializou a situação de alerta na Barragem Sindicalista Jaime Umbelino de Souza, que represa as águas do rio Poxim Açu em São Cristóvão, após o manancial atingir 28,6% de seu volume útil em 19 de outubro. A medida foi formalizada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac) por meio da Portaria 43/2026, motivada pelo longo período de estiagem e pela redução contínua das reservas hídricas na região metropolitana.

Resumo da Notícia

  • O reservatório Jaime Umbelino de Souza opera com 8,55 milhões de metros cúbicos, entrando na faixa de alerta (abaixo de 30%).
  • A estrutura fornece cerca de 30% da água distribuída na capital sergipana, enquanto a Adutora do São Francisco garante os outros 70%.
  • O governo estadual determinou o combate a captações irregulares e fiscalização rígida de usuários sem outorga.
  • O deficit pluviométrico no período chuvoso na Grande Aracaju alcançou 35,9% abaixo da média histórica.

Queda no reservatório Jaime Umbelino e impacto no abastecimento

Segundo dados apurados pela redação do Imprensa 24h, o volume atual de 8,55 milhões de metros cúbicos contrasta fortemente com o registrado no mesmo período de 2025, quando o reservatório apresentava 88% de ocupação (26,69 hm³). Desde julho, o nível útil vem recuando a uma taxa de aproximadamente 4% a cada mês, impulsionado pela combinação de pouca chuva e forte evaporação.

A régua técnica estabelecida pela Semac divide o monitoramento hídrico em quatro categorias: normal (acima de 50%), atenção (de 30% a 50%), alerta (entre 10% e 30%) e emergência (inferior a 10%). Ao perfazer 28,6%, a represa do Poxim cruzou o limite para acompanhamento prioritário, exigindo cooperação imediata entre órgãos gestores e concessionárias.

Em termos de distribuição hídrica, o complexo do Poxim atende diretamente aproximadamente 30% do consumo residencial de Aracaju. O restante da demanda municipal é suportado pela captação do Rio São Francisco. As informações de Aracaju apontam que a captação bruta segue sob coordenação da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), em alinhamento operacional com a empresa Iguá Sergipe.

Ações de fiscalização e contingência determinadas pela Semac

Diante do quadro de restrição, a titular da Semac, Ingrid Cavalcanti Feitosa, ressaltou que as decisões preventivas decorrem de acompanhamento sistemático. As diretrizes constam em diálogo com o Comitê Estadual de Gestão de Eventos Climáticos Extremos, permitindo antecipar eventuais manobras na rede de abastecimento metropolitano.

A portaria estadual ordena a notificação formal ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Sergipe, ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos (Conerh) e aos consumidores autorizados por outorga. Paralelamente, haverá reuniões quinzenais na Sala de Situação e intensificação de rondas contra captações clandestinas, aplicando embargo imediato a estruturas não licenciadas.

O acompanhamento hidrológico diário é disponibilizado à população pela plataforma digital oficial SERhidro, ferramenta premiada nacionalmente que consolida medições fluviométricas e o estado de conservação das bacias sergipanas.

Efeitos do El Niño e redução pluviométrica na Grande Aracaju

O gerente de Gestão e Segurança Hídrica da pasta ambiental, João Carlos Rocha, detalha que a estiagem observada na região decorre das anomalias climáticas do ciclo 2026–2027 do fenômeno El Niño. O aquecimento anômalo provocou chuvas insuficientes e taxas aceleradas de evaporação ao longo de todo o ano.

Durante a chamada quadra chuvosa regional, que se estende de maio a agosto, o acumulado medido na Grande Aracaju chegou a apenas 565 milímetros. O índice histórico de referência apontava expectativa de 881 milímetros, configurando uma redução expressiva de 35,9% na recarga das nascentes do rio Poxim Açu.

Além do litoral e da faixa leste, territórios como o agreste, o alto sertão e o sul sergipano enfrentaram registros pluviométricos substancialmente menores em 2026, mantendo os órgãos de proteção civil em prontidão em todo o território estadual.

Para mais detalhes e atualizações em tempo real sobre os recursos hídricos e as últimas notícias em Sergipe, continue acompanhando a cobertura jornalística completa no portal Imprensa 24h.