Cadu Xavier, filiado ao PT e politicamente conhecido como Cadu de Lula, sagrou-se vitorioso na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte neste domingo (25). Com a apuração atingindo 99,93% das urnas, o candidato alcançou 50,77% dos votos válidos, superando seu opositor no pleito.
O resultado consolida um marco na trajetória de um candidato estreante em cargos eletivos, que precisou reverter um cenário adverso registrado nas primeiras etapas da votação estadual.
Caminho até o segundo turno e margem apertada
A corrida eleitoral foi marcada por extrema competitividade desde a primeira fase. No turno inicial, o adversário Allyson Bezerra, representante do União Brasil e ex-prefeito de Mossoró, terminou na liderança com 36,94% dos votos válidos, enquanto Cadu obteve 36,16%, configurando uma diferença mínima de 0,78 pontos percentuais entre os concorrentes.
No confronto direto do segundo turno, Cadu demonstrou capacidade de articulação ao absorver o eleitorado que inicialmente havia optado por Álvaro Dias, do PL, o qual encerrara a fase anterior com aproximadamente 26% da preferência do eleitorado potiguar.
Desafios políticos e superação de cenários adversos
A vitória ocorreu em um contexto político desafiador, marcado pela necessidade de dissociar a própria campanha da avaliação desfavorável atribuída à gestão estadual vigente. Levantamentos de opinião publicados semanas antes do pleito indicavam índices expressivos de desaprovação para a administração governamental em exercício.
Mesmo diante desse obstáculo institucional, a estratégia adotada pela campanha petista logrou êxito em mobilizar a base eleitoral necessária para garantir a virada matemática e confirmar o triunfo nas urnas.
Trajetória profissional e histórico na administração pública
Antes de ingressar na vida político-partidária como candidato, Cadu construiu uma carreira técnica no serviço público. Natural do Rio de Janeiro e com formação acadêmica em engenharia de computação, ele atuou como auditor fiscal do Tesouro no Rio Grande do Norte durante o período compreendido entre 2005 e 2019.
Posteriormente, assumiu funções de destaque na gestão estadual, liderando a Secretaria Estadual da Tributação e, mais recentemente, a Secretaria de Estado da Fazenda, além de presidir o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal entre 2023 e 2025.

