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Câmara aprova nomeação de Rodrigo Pacheco para ministro do TCU com 407 votos

Câmara aprova nomeação de Rodrigo Pacheco para ministro do TCU com 407 votos

Câmara aprova nomeação de Rodrigo Pacheco para ministro do TCU com 407 votos

Câmara dos Deputados chancela nomeação de Rodrigo Pacheco

O plenário da Câmara dos Deputados oficializou nesta quarta-feira (2/9) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar uma vaga de ministro no Tribunal de Contas da União (TCU). A decisão foi consolidada com 407 votos favoráveis, 61 contrários e uma abstenção, sacramentando o movimento que preenche o posto deixado vago após a renúncia de Bruno Dantas.

A movimentação política que levou o ex-presidente do Senado ao tribunal de contas foi articulada por seu sucessor e aliado, Davi Alcolumbre (União-AP). O nome de Pacheco já havia sido cogitado anteriormente para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o cenário não avançou na ocasião. A indicação atual reflete uma costura política consolidada entre as lideranças do Congresso Nacional.

Tramitação célere e aprovação no Senado

Antes de passar pelo crivo da Câmara, a indicação de Rodrigo Pacheco percorreu um caminho ágil no Senado Federal. Na terça-feira (1º/9), a Casa Alta aprovou o nome do parlamentar em votação secreta, registrando 63 votos a favor e apenas quatro contra. O rito foi acelerado, sendo analisado diretamente no plenário sem a necessidade de passar pelas comissões temáticas habituais.

A vaga no TCU tornou-se disponível após o pedido de renúncia apresentado por Bruno Dantas em caráter irretratável, com efeitos práticos a partir de 9 de setembro. Embora a nomeação tenha sido confirmada pelo Legislativo, a data da posse de Pacheco no tribunal ainda não foi definida. Informações de bastidores indicam que a cerimônia pode ser realizada apenas após o encerramento das eleições de outubro.

Trajetória política e novos rumos

A ida para o TCU marca uma nova etapa na carreira de Rodrigo Pacheco, que presidiu o Senado por dois mandatos consecutivos, entre 2021 e 2024. Sua trajetória no Legislativo inclui o período como deputado federal entre 2015 e 2018, além da presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara. Recentemente, ele também esteve à frente da comissão temporária responsável por analisar alterações no Código Civil.

O futuro político de Pacheco foi alvo de diversas especulações nos últimos meses. Além das articulações para o STF, o senador foi cotado para disputar o governo de Minas Gerais. O parlamentar, que migrou do PSD para o PSB, chegou a considerar a possibilidade de se afastar da vida pública antes de consolidar o acordo para integrar o corpo de ministros do Tribunal de Contas da União.