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Candidato à presidência do Internacional avalia SAF e aponta condições

Candidato à presidência do Internacional avalia SAF e aponta condições

Leonardo Aquino, candidato à presidência do Internacional, manifestou sua posição sobre a Sociedade Anônima do Futebol durante sabatina realizada pelo Grupo RBS na noite de quinta-feira (22). O concorrente ao cargo máximo do clube gaúcho ressaltou que não se opõe ao modelo de SAF, mas impôs exigências específicas para a sua eventual implementação, além de defender uma alternativa em que a associação permaneça como proprietária da instituição.

A entrevista, com duração de uma hora e meia, abordou diversos tópicos cruciais para a gestão, incluindo o cenário financeiro, o desempenho do futebol masculino e feminino, as categorias de base, a governança e a infraestrutura. Acompanhe as principais atualizações no portal Imprensa 24h, veículo que traz as principais repercussões e últimas notícias em Sergipe, além de acompanhar os desdobramentos do esporte nacional.

Exigências e modelo associativo para a SAF

Durante a sabatina, o candidato destacou que o ponto central na discussão sobre a recuperação judicial e a SAF envolve a garantia de aportes. Leonardo Aquino pontuou que são necessárias cláusulas rígidas de desempenho esportivo e de aporte mínimo no futebol. Para ele, o clube só deve ingressar em um processo de recuperação judicial se houver recursos garantidos para cumprir o planejamento estabelecido, evitando riscos maiores de insolvência.

A principal exceção apresentada refere-se à criação de uma SAF onde a associação continue detendo o controle. Segundo o postulante ao cargo, essa configuração permite reduzir a carga tributária e viabiliza a adesão ao regime centralizado de execuções (RCE). Conforme apurado pelo portal Imprensa 24h, as dívidas cíveis só podem ser parceladas por meio deste regime caso o clube adote o formato de SAF, enquanto as obrigações trabalhistas já possuem essa facilidade.

Enfrentamento do passivo financeiro e captação

O debate também focou na situação financeira crítica do clube, estimada em cerca de R$ 1 bilhão. O cenário de curto prazo gera impactos diretos nos pagamentos de salários e direitos de imagem. Como solução, a proposta é utilizar fundos de investimento associados a regras rígidas de governança para quitar os passivos com prazos longos e taxas atrativas.

Outra alternativa mencionada foi o desenvolvimento de produtos voltados a torcedores e investidores, em parceria com instituições financeiras. O montante retido serviria exclusivamente para amortizar dívidas, sem destinação para o departamento de futebol. O candidato criticou propostas anteriores que exigiam a alienação fiduciária do estádio Beira-Rio como garantia para captação de recursos.

Planejamento para o departamento de futebol e base

No âmbito esportivo, a diretriz anunciada prioriza a contratação de atletas com potencial de revenda e menor investimento em jogadores mais velhos. Para estruturar o departamento, o organograma prevê três pilares: um diretor de inteligência esportiva para focar em janelas e vendas, um diretor técnico voltado à comissão técnica e transição da base, e um diretor de futebol para a gestão operacional.

Para a formação de jovens talentos, o projeto prevê destinar 10% do orçamento para a base, ampliando o patamar anterior de 4%. A medida visa fortalecer a captação de atletas para as categorias sub-17 e sub-20, mantendo o rigor financeiro nas demais áreas administrativas para reequilibrar o orçamento do clube.

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