O ex-meia Cidinho acionou o Botafogo na Justiça para cobrar uma indenização milionária pelo encerramento precoce de sua trajetória nos gramados. O antigo jogador alega que os graves problemas físicos enfrentados durante o período em que defendia o clube carioca comprometeram de forma irreversível sua capacidade profissional.
A cobrança judicial movida pelo ex-atleta aponta valores expressivos em reparações financeiras. O processo tramita nos órgãos competentes e coloca em debate a responsabilidade jurídica das instituições esportivas sobre a integridade física de seus atletas formados nas categorias de base.
Cobrança milionária por danos e pensão
A petição inicial apresentada à Justiça detalha que o montante cobrado engloba diferentes frentes de reparação. Entre os pedidos estão compensações por danos materiais, indenização por danos morais e o estabelecimento de uma pensão vitalícia decorrente da interrupção forçada de sua profissão. A soma dos valores principais e dos honorários advocatícios aproxima a cobrança total da casa dos dez milhões de reais, gerando repercussão no cenário esportivo nacional.
O epicentro da disputa jurídica gira em torno de duas lesões severas no joelho sofridas pelo ex-meia quando ele tinha entre vinte e vinte e dois anos. Naquela época, o jovem atleta permaneceu afastado dos gramados por mais de um ano para tratamentos e recuperações cirúrgicas. Na ação, a defesa argumenta que tais ocorrências devem ser tratadas formalmente como acidentes de trabalho decorrentes da atividade esportiva de alto rendimento.
Tentativa de recuperação na Europa e nova rotina
Mesmo após enfrentar o longo período de inatividade no clube brasileiro, o jogador buscou alternativas para salvar sua carreira no exterior. Ele transferiu-se para o futebol francês e firmou um vínculo de longa duração com o Béziers, apostando na repatriação de seu desempenho físico em solo europeu.
No entanto, a tentativa de retomada profissional encontrou barreiras intransponíveis causadas pelas sequelas físicas. De acordo com os relatos anexados ao processo judicial, as dores persistentes no joelho continuaram limitando seu rendimento e abreviaram definitivamente sua passagem pelo esporte de elite.
Atualmente residindo na França, o ex-atleta reestruturou sua vida profissional fora dos campos e atua em uma companhia de transportes local. Diante da nova realidade financeira, a defesa solicitou a concessão de gratuidade judicial no processo, visando a isenção de despesas e custas processuais até o desfecho definitivo do caso na Justiça, cuja próxima audiência está agendada para o final de janeiro de dois mil e vinte e sete.

