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Comissão de Defesa dos Direitos aprova projeto que cria Benefício de proteção à mulher carente vítima de violência doméstica

Comissão de Defesa dos Direitos aprova projeto que cria Benefício de proteção à mulher carente vítima de violência doméstica

Comissão de Defesa dos Direitos aprova projeto que cria Benefício de proteção à mulher carente vítima de violência doméstica

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei (PL 4462/21) que institui o Benefício de Proteção à Mulher, um auxílio financeiro mensal no valor de um salário mínimo, concedido por até dois anos, mediante decisão judicial. O benefício será destinado a mulheres em situação de risco à vida ou integridade física e psicológica, ou de seus dependentes, devido à violência doméstica e familiar.

A relatora, deputada Nely Aquino (Podemos-MG), acrescentou ao projeto a criação da loteria Mulher-de-Sorte como fonte adicional de financiamento. Além disso, propõe a ação regressiva contra o agressor como outra fonte de custeio.

Critérios para concessão do benefício

Para ser elegível ao Benefício de Proteção à Mulher, a beneficiária deve cumprir os seguintes requisitos cumulativos:

  1. Estar em risco atual ou iminente à vida ou integridade física ou psicológica, ou de seus dependentes, em decorrência de violência doméstica e familiar.
  2. Ter renda familiar de até um salário mínimo por pessoa.
  3. Estar afastada do agressor do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida.

A renda do agressor não será considerada no cálculo da renda familiar para a concessão do benefício, conforme estipulado na Lei Maria da Penha.

Nova fonte de custeio: Loteria Mulher-de-Sorte

A proposta visa atender ao requisito constitucional que exige a indicação da fonte de custeio. A ex-deputada Rejane Dias (PI), autora do projeto, propõe a criação da loteria Mulher-de-Sorte, cujos recursos arrecadados serão distribuídos da seguinte forma:

  • 26% para financiar o novo benefício.
  • 10% para financiar habitações a mulheres vítimas de violência doméstica.
  • 19,13% para custeio e manutenção do agente operador da loteria.
  • 44,87% para pagamento de prêmios e impostos incidentes sobre a premiação.

Regulamentação e restrições

A relatora Nely Aquino ressalta que o novo benefício não poderá ser acumulado com outros, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), aposentadorias, pensões e benefícios por incapacidade de qualquer regime de previdência social, além do seguro-desemprego.

A proposta inclui ainda a necessidade de regulamentação, estabelecendo quais órgãos serão responsáveis por gerir e pagar o benefício. Isso se faz necessário devido aos diversos requisitos que devem ser examinados para a concessão do auxílio, incluindo a renda familiar.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, seguirá para análise das comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

A iniciativa busca não apenas fornecer apoio financeiro a mulheres em situação vulnerável, mas também responsabilizar os agressores, contribuindo para o combate à violência doméstica e familiar.

Reprodução autorizada mediante a divulgação da Fonte:https://imprensa24h.com.br

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