Especialista explica como diferenciar uma empolgação saudável de um quadro de descontrole emocional
Com o avanço da seleção brasileira para as oitavas de final da Copa do Mundo 2026, cresce a euforia dos torcedores brasileiros em relação à competição. Porém, alguns passam de uma empolgação saudável para um quadro de descontrole emocional, o que pode ser prejudicial à saúde.
Para o psicólogo e coordenador do curso de Psicologia da UNINASSAU Aracaju, Robert Carmo, a Copa do Mundo desperta emoções intensas nos torcedores brasileiros porque o futebol é parte da identidade cultural. Isso gera um sentimento de coletividade e faz com que vitórias e derrotas também sejam vividas como pessoais.
“É importante compreender que a saúde não tem relação com um estado de estabilidade, mas com a possibilidade de variação e experimentação das diferentes emoções. É aceitável e esperado ter raiva de um gol não marcado, ficar ansioso com o resultado, entre outras coisas. Porém, é importante observar suas emoções”, relata o psicólogo.
Existem algumas estratégias práticas que podem ajudar o público a lidar melhor com a ansiedade durante os jogos. “Respiração controlada; pequenas pausas, tal como fazem os jogadores para se hidratarem; assistir com pessoas de confiança e manter o foco na experiência, não só no resultado”, diz Robert.
O coordenador do curso de Psicologia da UNINASSAU Aracaju também explica se o consumo de bebidas alcoólicas potencializa comportamentos impulsivos. “O álcool em si não é um vilão e nem tem a capacidade de determinar os comportamentos. Porém, dependendo da forma que é ingerido, da quantidade ou do contexto, pode ou não colocar a pessoa diante de consequências adversas. O consumo sempre deve ser feito com moderação, com a presença de uma rede de contatos de confiança e sem misturar a bebida com outras substâncias ou medicações”, explica.
Robert aborda o motivo de algumas pessoas reagirem de forma mais agressiva durante as partidas. “Isso ocorre pela dificuldade de lidar com frustração, identificação exagerada com o time ou fatores emocionais prévios. Não quer dizer que os sentimentos de raiva e tristeza, por exemplo, devam ser evitados a qualquer custo, mas o resultado deles não precisa ser, necessariamente, uma conduta agressiva consigo mesmo ou com o outro”, finaliza.


