A delegada de polícia e pré-candidata Danielle Garcia participou, nesta segunda-feira (22), de entrevista aos radialistas Luiz Carlos Focca e Flavão Fraga, quando falou sobre sua trajetória na segurança pública, o ingresso na política, alianças partidárias e o cenário político de Sergipe.
Ao recordar sua entrada na vida pública, Danielle afirmou que a política surgiu de forma inesperada em sua trajetória.
“Para mim foi uma surpresa a política entrar na minha vida como entrou”, lembrou.
A delegada destacou o trabalho realizado à frente da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), apontando o setor como um dos marcos de sua carreira policial.
“A Deotap foi o meu grande cartão na Polícia Civil”, afirmou.
Danielle também relembrou sua passagem pelo Cope e fez questão de reconhecer o trabalho coletivo realizado por diversos profissionais da segurança pública.
“Passei pelo Cope e há um grupo muito forte que trabalhou muito para que chegássemos aos números de hoje, contrariando a ideia de salvador da pátria que o delegado André David vem vendendo”, declarou.
Em outro momento da entrevista, reforçou que sua atuação política é consequência do trabalho desenvolvido ao longo dos anos.
“Minha vida para a política veio depois de muito trabalho”, pontuou.
Ao comentar declarações recentes do delegado André David, Danielle afirmou não ter qualquer problema pessoal com o colega de profissão, mas discordou da narrativa de protagonismo individual na segurança pública.
“Não tenho nada contra o delegado André David. Gostaria de vê-lo também atuando na Deotap, pois a corrupção não escolhe lado”, disse.
A delegada ainda criticou discursos que, segundo ela, exaltam ações violentas como solução para os problemas da segurança.
“Não vim para a polícia para sair matando as pessoas e mandando gente para o inferno”, alfinetou.
Questionada por Flavão Fraga sobre a possibilidade de ter iniciado sua caminhada política antes de 2018, Danielle afirmou que não guarda arrependimentos.
“Não me arrependo. Acredito que Deus tem um tempo certo para todas as coisas. Recebi diversos convites, mas o resultado das coisas não é ganhar ou perder uma eleição”, avaliou.
Sobre sua atual posição política, Danielle deixou claro que se sente confortável no grupo liderado pelo governador Fábio Mitidieri e fez uma comparação com o estilo administrativo da prefeita de Aracaju.
“O tempo vai passando e tenho certeza que estou onde queria estar. Não me sentiria confortável de estar no grupo de Emília. Estar no grupo do governador Fábio me traz satisfação. Não gosto de ‘Tok Tok’, de brincadeira. Temos que respeitar a liturgia do cargo”, declarou.
Um dos momentos mais emocionados da entrevista ocorreu quando falou sobre o senador Alessandro Vieira, a quem atribuiu apoio decisivo em um período difícil de sua vida.
“Nos momentos mais difíceis da minha vida foi Alessandro Vieira que salvou a minha vida e da minha família”, afirmou.
Danielle também saiu em defesa do parlamentar e ressaltou sua atuação política.
“Às vezes acho que Alessandro é tão injustiçado. O mandato dele muito me orgulha. Eu deixo uma questão: qual o caso de corrupção que Alessandro esteve envolvido? Nenhum. As pessoas precisam ter mais clareza sobre os fatos e deixar as paixões políticas de lado”, concluiu.
Fonte: Assessoria


