A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação até as 19h gerou um cenário de grande confusão e instabilidade em seções eleitorais de todo o país. O comunicado oficial veio a público logo após o encerramento oficial do pleito, pegando eleitores e mesários de surpresa em meio ao fechamento das urnas.
A medida foi desencadeada após intensa movimentação jurídica nos tribunais superiores durante o dia de votação. Partidos políticos acionaram a Justiça Eleitoral com petições solicitando a extensão do prazo para votação em diferentes regiões do território nacional, motivados por problemas logísticos e climáticos.
Pedidos de prorrogação protocolados por campanhas
As legendas intensificaram a pressão sobre o judiciário ao longo da tarde com petições formais. O PT protocolou pedido inicial às 14h buscando o adiamento em municípios baianos, seguido por uma solicitação nacional às 16h22, fundamentada na falta de circulação de frotas de ônibus. Paralelamente, o PL requereu alteração de horário às 16h40 em estados das regiões Sul e Sudeste devido a fortes tempestades.
Impasse na presidência e intervenção do Supremo
Diante dos pleitos apresentados pelas campanhas, o presidente do TSE adotou uma postura de apuração prévia, solicitando esclarecimentos ao tribunal regional da Bahia, mas deixou de emitir uma resolução definitiva sobre o mérito das demandas antes do horário limite estipulado para o término do pleito.
A ordem tardia e o impacto operacional
Com a ausência de um posicionamento conclusivo da corte eleitoral até o limite das 17h, o caso precisou ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. A determinação judicial de extensão foi divulgada com atraso considerável em relação ao fechamento regulamentar das urnas, resultando em desorientação operacional nas seções de votação.

