Pular para o conteúdo
Secretário do Cimi alerta para avanço de projetos contra direitos indígenas no novo Congresso

Secretário do Cimi alerta para avanço de projetos contra direitos indígenas no novo Congresso

Secretário do Cimi alerta para avanço de projetos contra direitos indígenas no novo Congresso

Em entrevista à Repórter Brasil, o secretário-executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Luis Ventura Fernández, afirmou que a extrema-direita vê os povos indígenas como obstáculo econômico e que uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) pode acelerar propostas contra direitos indígenas e demarcações.

Resumo da Notícia

  • PL elegeu 121 deputados, contra 97 em 2022; Novo foi de 3 para 10
  • No Senado, o PL terá 28 das 81 cadeiras a partir de 2027
  • Cimi contou 83 propostas contrárias a direitos territoriais indígenas entre 2023 e 2026
  • Relatório registrou 258 assassinatos de indígenas em 2025, alta de cerca de 22%

Direitos indígenas: congresso mais à direita preocupa entidade

Ventura, ligado à CNBB, diz que a nova configuração do Congresso piora o cenário. PL, Novo e Republicanos somarão 172 deputados, cerca de um terço da Câmara.

Entre as pautas que podem avançar está a PEC 48, que trata do marco temporal.

Críticas também ao governo Lula

O secretário reconhece a criação do Ministério dos Povos Indígenas e o fortalecimento da Funai, mas afirma que o governo “não respondeu às expectativas criadas” em demarcações e combate à violência.

Quem é Luis Ventura

Antropólogo espanhol, chegou ao Brasil em 2002, trabalhou duas décadas com povos indígenas em Roraima e assumiu a secretaria-executiva do Cimi em 2023.

As declarações refletem a avaliação do entrevistado, registra a redação do Imprensa 24h.

Acompanhe no portal Imprensa 24h os principais debates nacionais e as notícias de Sergipe.

Fonte consultada: Repórter Brasil (reporterbrasil.org.br). Reescrita integral pela redação do Imprensa 24h.