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Plano econômico de Flávio Bolsonaro na reta final aposta em cashback de PIX e volta do Perse

Plano econômico de Flávio Bolsonaro na reta final aposta em cashback de PIX e volta do Perse

A reta final da disputa eleitoral ganhou novos contornos com propostas econômicas divulgadas pela equipe de Flávio Bolsonaro (PL). A cinco dias do segundo turno, a assessoria econômica da campanha apresentou iniciativas voltadas para incentivos de consumo e apoio a setores específicos da economia nacional, gerando grande repercussão entre analistas e eleitores de todo o país, inclusive com reflexos nas discussões políticas acompanhadas de perto por quem busca notícias de Aracaju e últimas notícias em Sergipe.

Resumo da Notícia

  • Anúncio do mecanismo “vira Pix” para devolução de valores pagos por consumidores.
  • Promessa de retomada do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse).
  • Falta de detalhamento técnico sobre os custos de implementação das novas medidas.
  • Histórico de encerramento do Perse em 2025 devido a um alto impacto fiscal estimado.

Mecanismo vira Pix e promessas de campanha

Anunciado nesta terça-feira (20/10) por Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica e assessoria econômica da campanha, o sistema batizado de “vira Pix” tem a intenção de devolver parte do dinheiro gasto pelos cidadãos em operações financeiras cotidianas. Segundo a peça divulgada nas redes sociais, a medida funcionaria como um plano de recompensa geral no Brasil, abrangendo o pagamento de contas essenciais e prestações.

Apesar da proposta ambiciosa, o material oficial de divulgação não apresentou informações cruciais para a sua viabilidade. Ficaram ausentes detalhes fundamentais como o custo total da iniciativa, a mecânica exata de funcionamento, quais operações financeiras participariam do programa de cashback e o prazo estipulado para o reembolso dos valores aos consumidores.

Proposta de retomada do Perse

Em paralelo ao anúncio do mecanismo de devolução via Pix, o senador também incluiu no pacote de propostas a promessa de resgatar o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). Criado originalmente durante o período da pandemia da Covid-19 pelo governo de Jair Bolsonaro (PL), o projeto tinha como objetivo principal amparar empresas do ramo de entretenimento e turismo.

O programa original operava com a zeragem de alíquotas de tributos federais importantes, como o Imposto de Renda, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), o PIS e a Cofins para as companhias cadastradas. A possível volta da iniciativa traz novos debates sobre o equilíbrio das contas públicas e o impacto na arrecadação federal.

Impacto fiscal e controvérsias anteriores

A discussão sobre o retorno do Perse esbarra em debates recentes ocorridos na esfera econômica federal. O programa havia sido encerrado em 2025 diante de críticas contundentes relacionadas ao seu elevado custo para os cofres públicos e a denúncias de fraudes e utilizações irregulares dos benefícios tributários concedidos.

Na época do encerramento, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, alertou que a continuidade da medida poderia resultar em uma renúncia fiscal de até R$ 20 bilhões no ano de 2025. Para mais detalhes e atualizações sobre os rumos da economia e da política nacional, acompanhe as notícias de Sergipe e as informações de Aracaju diretamente no portal Imprensa 24h.