O clima nos bastidores do São Paulo atingiu um nível crítico de desgaste. Conforme apuração do portal Bolavip Brasil, parte expressiva do elenco tricolor perdeu a confiança na administração presidida por Harry Massis. O motivo central da ruptura reside em uma sucessão de promessas de regularização financeira que não foram cumpridas, gerando um ambiente de incerteza entre os atletas.
A insatisfação não se limita apenas aos direitos de imagem, que são o ponto de maior atrito. Jogadores relatam pendências envolvendo luvas e outros encargos contratuais. Embora o grupo tente blindar o desempenho esportivo, a relação com a cúpula administrativa é descrita internamente como ruim.
Promessas não cumpridas e desconfiança crescente
Relatos indicam que foram realizadas diversas reuniões nas quais Massis assegurou que o clube honraria seus compromissos, prometendo uma gestão diferente de períodos anteriores. Contudo, a realidade vivida pelos jogadores foi distinta. O staff do lateral-esquerdo Enzo Díaz, por exemplo, aponta que pelo menos cinco promessas de pagamento não foram concretizadas.
No que diz respeito aos direitos de imagem, a situação é complexa. Após assumir o cargo, Massis teria garantido que não haveria novos atrasos. Posteriormente, um acordo para parcelar débitos de 2025 em dez vezes foi firmado, mas o cronograma falhou: cinco parcelas foram quitadas, enquanto três permanecem em aberto, somando-se aos valores não pagos referentes aos meses de junho, julho e agosto.
Impacto nos salários e união do elenco
A crise financeira extrapolou os direitos de imagem em setembro, quando os salários registrados em carteira sofreram atraso pela primeira vez em um longo período. O pagamento, previsto para o dia 8, só foi efetuado três dias depois. O episódio reforçou a insegurança no vestiário, levando atletas mais experientes a oferecerem suporte financeiro a companheiros que enfrentavam dificuldades imediatas.
A figura de Rafinha e o desabafo de Luciano
Em meio ao cenário de desconfiança, o executivo de futebol Rafinha é visto pelos jogadores sob uma ótica diferente. Por sua trajetória como atleta, ele é percebido como alguém próximo ao grupo e que compreende as dificuldades, embora não tenha autonomia para resolver as questões administrativas que travam os pagamentos.
A tensão transbordou para o público após a eliminação para o Boca Juniors na Copa Sul-Americana. O atacante Luciano expôs publicamente que nunca recebeu seus vencimentos em dia no clube e afirmou que sua permanência se deve ao “amor” pela instituição. O desabafo confirmou que, apesar do esforço dos jogadores em separar a crise financeira do rendimento em campo, o desgaste com a gestão atingiu um ponto sem retorno.

