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EXPOSIÇÃO “CAMINHOS QUE ME ATRAVESSAM”

Juliana Vila Nova (Buga) estreia primeira individual no Cultart com obras que investigam memória, corte e resistência.
A artista visual urbana Juliana Vila Nova (Buga) abre no dia 04 de março de 2026, às 17h, sua primeira exposição individual: “Caminhos que me atravessam”. A mostra acontece no Cultart – Centro de Cultura e Arte (Av. Ivo do Prado, 612 – São José, Aracaju/SE), com visitação gratuita até 31 de março.

Com 14 anos de trajetória entre a rua e a academia, Buga apresenta um conjunto de obras que transitam entre o graffiti, a pintura, a instalação e o objeto. A exposição é marcada pela presença recorrente de olhos, cortes, vazios e grafismos — elementos que funcionam como perguntas visuais sobre o que sobra depois das escolhas, das perdas e dos atravessamentos da vida.

A pesquisa da artista investiga o apagamento feminino na história da arte, as narrativas de povos originários e a potência do que é deixado à margem. Um dos destaques é uma tela com referências Karapotó, encontrada por ela no lixo e revitalizada com uma intervenção crítica: sobre a imagem, Buga inseriu um Espírito Santo, não como símbolo de fé, mas como denúncia à catequização e ao extermínio de povos indígenas. O rosto, propositalmente borrado, aponta para o apagamento histórico e para o limite ético de qualquer representação.

Outra obra de forte apelo participativo é uma garrafa com um pano dentro, onde o público é convidado a escrever algo que queira “explodir” — um medo, uma raiva, um desejo, um silêncio — e devolvê-lo à garrafa, alimentando simbolicamente o pavio da obra.

Durante a visitação, o público poderá acessar, por meio de QR codes, vídeos em que a própria artista fala sobre o processo de criação de cada obra — um convite à escuta e ao mergulho no universo poético e político que atravessa seu trabalho.

Programação especial – Mês das Mulheres

No dia 09 de março, Buga ministra a oficina “Rastros de Resistência”, uma introdução ao graffiti para iniciantes, especialmente voltada para mulheres e pessoas que se identificam com o feminino. A atividade é gratuita.

SOBRE A ARTISTA
Juliana Vila Nova (Buga) é artista visual urbana, pesquisadora, formada em Artes Visuais e mestra em Culturas Populares pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Sua trajetória de 14 anos transita entre o graffiti, a pintura, a instalação e o objeto, sempre tensionando as fronteiras entre a rua e a galeria, a prática e a teoria, o gesto e o conceito.

Sua produção investiga as relações entre memória, resistência e os vestígios que nos atravessam — com especial atenção ao apagamento feminino na história da arte, às narrativas de povos originários e à potência do que é deixado à margem.

A artista trabalha especialmente com preto e branco, explorando o contraste entre o que aparece e o que se esconde, o que é linha e o que é fundo, o que grita e o que silencia. É nesse jogo de luz e sombra que surgem os olhos, as frestas, as geometrias e os restos que compõem seu universo visual.

Agora realiza sua primeira exposição individual, “Caminhos que me atravessam”, no Cultart – Centro de Cultura e Arte (Aracaju/SE), onde também ministra a oficina “Rastros de Resistência” em celebração ao Mês das Mulheres.

SERVIÇO
Exposição: “Caminhos que me atravessam” – Juliana Vila Nova (Buga)

Abertura: 04 de março de 2026, às 17h

Visitação: 05 a 31 de março de 2026

Local: Cultart – Centro de Cultura e Arte
Endereço: Av. Ivo do Prado, 612 – São José, Aracaju/SE

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre

Oficina “Rastros de Resistência”: 09 de março (inscrições encerradas)

Contato para imprensa: 79 991090108

Redes sociais: @buga.one