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Fábio Henrique defende prioridade de contratação sergipana em obras públicas

Fábio Henrique defende prioridade de contratação sergipana em obras públicas

Fábio Henrique defende prioridade de contratação sergipana em obras públicas

Para o candidato, uso de critérios legais de licitação deve valorizar a mão de obra local e movimentar o comércio dos bairros em Sergipe

Todo mundo já viu essa cena: uma obra pública grande chega ao bairro, mas boa parte dos trabalhadores contratados vem de fora do estado. Enquanto isso, o trabalhador sergipano, com o currículo na mão, continua esperando pela próxima oportunidade.

É exatamente esse gargalo que o candidato a deputado estadual Fábio Henrique (MDB) quer combater. Ele propõe estabelecer que, quando o Governo do Estado contrata grandes obras de infraestrutura, as empresas vencedoras da licitação apresentem um plano de contratação local. Em caso de empate técnico entre propostas, o critério de desempate será sempre a preferência pela empresa que empregar mais trabalhadores cadastrados no sistema estadual de emprego.

Fábio Henrique, que traz no currículo experiências como prefeito de Nossa Senhora do Socorro, vereador e deputado federal, destaca que a lógica da medida busca garantir justiça econômica.

“O dinheiro da obra pública vem do imposto pago pelo povo sergipano. Nada mais justo que o emprego gerado por essa obra fique aqui também. Não tenho nada contra quem vem de fora trabalhar, pois também são pais e mães de família buscando o seu sustento. O problema é o sergipano ficar de fora assistindo ao próprio imposto virar salário em outro estado”, defendeu o candidato.

Segurança jurídica e critério de desempate

A proposta evita a criação de cotas rígidas de contratação, modelo que costuma ser questionado na Justiça por inconstitucionalidade. A alternativa sugerida por Fábio Henrique utiliza mecanismos amparados pela própria Lei de Licitações.

Na prática, a preferência pela mão de obra local entra como peso decisivo na balança quando duas empresas empatam tecnicamente na disputa licitatória.

“Prefiro propor o que é juridicamente viável e dá para cumprir. Não vou apresentar soluções que a Justiça derruba depois, só para fazer discurso bonito. A legislação atual já permite usar esse critério de desempate a favor de quem gera oportunidade dentro do nosso estado. Vamos atuar para que essa regra seja cumprida”, explicou.

Impacto na economia dos bairros e proteção aos 50+

A iniciativa se conecta a outras pautas defendidas por Fábio Henrique, como a reinserção de trabalhadores acima de 50 anos no mercado formal e o incentivo ao primeiro emprego para os jovens.

O objetivo central é garantir que os recursos aplicados em obras públicas fiquem retidos na economia de Sergipe, gerando um efeito multiplicador nas feiras, feirinhas e pequenos comércios comunitários.

“Quando o trabalhador sergipano recebe o seu salário, esse dinheiro circula imediatamente aqui dentro: compra a carne no açougue do bairro, o remédio na farmácia do vizinho, a roupa do filho na feira. O trabalho é a ferramenta mais eficiente de autonomia social”, concluiu Fábio Henrique.