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Hospital de Urgências de Sergipe realiza terceira captação múltipla de órgãos em 2023

Hospital de Urgências de Sergipe realiza terceira captação múltipla de órgãos em 2023

Procedimento foi realizado na manhã desta terça-feira,24. Foram retirados fígado, rins e córnea, que garantirão a sobrevida de outros pacientes

 

O Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) realizou, na manhã desta terça-feira, 24, o procedimento de captação múltipla de órgãos. Foram removidos fígado, rins e córnea de uma paciente sergipana do sexo feminino, 39 anos, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. A intervenção foi realizada após a confirmação da morte encefálica.

De acordo com a coordenadora da Organização da Procuradoria de Órgãos de Sergipe (OPO), Dacyana Lisboa, após a constatação da morte cerebral, os familiares da vítima foram acionados para informar sobre o ocorrido, momento em que eles comunicaram sobre a vontade da vítima, que em vida manifestou o desejo de doação em caso de óbito.

“Para nossa surpresa, os familiares declaram que a paciente desejava doar os seus órgãos em caso de morte. A partir dessa informação, nossa equipe iniciou contato com a Central Estadual de Transplantes (CTE), que imediatamente contatou a Central Nacional de Transplantes (CNT), responsável por ofertar os órgãos no Sistema Nacional de Transplantes. Em seguida, o próprio CTE, atualmente coordenado por Benito Oliveira Fernandez, atribuía a equipe médica (três cirurgiões, um anestesista, um instrumentador e enfermagem), que efetuava a cirurgia de captação de órgãos”, destaca Dacyana Lisboa.

Processo de captação
Segundo a coordenadora da OPO, o processo de doação dos órgãos inicia ainda com o paciente em vida, mas quando já apresenta sinais de morte encefálica. “A partir do momento em que a equipe médica percebe que o paciente não está respondendo ao tratamento, começa uma investigação para averiguar se se trata de morte cerebral. Depois de fechado o protocolo de morte encefálica (Gasglow 3), após a realização de diversos exames clínicos e avaliação de uma vasta equipe médica, nós da OPO entramos em contato com a família, para saber se a doação dos órgãos está autorizada. Sendo positiva, acionamos a CTE e, a partir daí, é iniciado todo processo de captação”, explica.

Importância da comunicação
Para que haja captação dos órgãos, é necessário que a pessoa informe sobre a vontade de se tornar uma doadora. “A pessoa, ainda em vida, precisa comunicar aos familiares que deseja ser doadora, porque, em grande parte dos casos, os familiares comentam que o parente não informado sobre essa vontade de doar os órgãos. Por isso, muitas vezes o procedimento acaba não ocorrendo”, diz Dacyana Lisboa.

A coordenadora da OPO em Sergipe destaca a importância da doação. “Sabemos que para uma família é muito difícil todo sofrimento do processo de luto. Mas, a partir do momento em que o paciente opta pela doação, ele acaba ajudando várias pessoas a terem uma sobrevida, o que é considerado um enorme ato de amor ao próximo. Doar órgãos é salvar vidas”, finaliza.

Foto: Flávia Pacheco

Imprensa 24h

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