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Imposto Seletivo terá proposta enviada ao Congresso após as eleições

Imposto Seletivo terá proposta enviada ao Congresso após as eleições

Imposto Seletivo terá proposta enviada ao Congresso após as eleições

Governo define cronograma para o Imposto Seletivo

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, confirmou na última quinta-feira (8/10) que o governo federal planeja encaminhar ao Congresso Nacional o texto regulamentador do Imposto Seletivo apenas após o período eleitoral. A medida, que visa desestimular o consumo de produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, é uma peça central na estratégia de arrecadação da União.

Durigan destacou que o governo concluiu, nesta semana, as negociações com os setores produtivos que serão diretamente impactados pela nova taxação. Embora o compromisso de envio da proposta tenha sido reafirmado, o governo ainda não detalhou se o projeto tramitará via Medida Provisória ou projeto de lei ordinária. Uma nova reunião técnica está agendada para a próxima semana para alinhar os últimos detalhes do acordo.

Impactos na carga tributária e arrecadação

A definição sobre o Imposto Seletivo possui implicações diretas na estrutura tributária brasileira. A expectativa é de que a proposta mantenha a carga tributária do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os setores afetados pelo novo tributo a partir do próximo ano. A arrecadação estimada com a implementação do IS é de R$ 42 bilhões para 2027, conforme dados reportados pelo JOTA.

O cronograma de envio também está atrelado a cálculos complexos envolvendo a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). O percentual do Imposto Seletivo influencia a alíquota de referência da CBS, cuja metodologia deve ser enviada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ao Senado até o dia 30 de outubro. Ao postergar o envio para após o segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro, o governo busca mitigar pressões sobre o cálculo do TCU e evitar riscos de elevação na alíquota da CBS.

Desafios do calendário e anterioridade

A estratégia de tempo é fundamental devido ao princípio da anterioridade nonagesimal, que exige um prazo de 90 dias entre a publicação da lei e o início da cobrança efetiva. Portanto, quanto mais tardio for o envio e a aprovação do texto, maior será o impacto no cronograma de implementação, previsto inicialmente para 1º de janeiro de 2027.

O debate sobre o tributo, que contou com a participação do deputado Aguinaldo Ribeiro, relator da PEC 45/2019, reflete a busca por um equilíbrio entre a necessidade de arrecadação federal e a previsibilidade para os setores econômicos. O governo mantém o foco na conclusão das tratativas para garantir que a transição tributária ocorra dentro das expectativas fiscais planejadas pela equipe econômica.