O Internacional enfrenta um novo revés em sua gestão financeira ao acumular o terceiro transfer ban da entidade máxima do futebol mundial. A punição decorre de parcelas atrasadas referentes à aquisição do volante Benjamin, negociado junto ao Dansoman Wise, de Gana. Com a notificação oficializada e publicada, o clube gaúcho amplia as restrições administrativas enquanto tenta contornar uma crise financeira que afeta o planejamento esportivo para as próximas temporadas.
A contratação do atleta previa inicialmente o repasse de valores divididos em prestações, mas apenas a quantia inicial foi honrada pela diretoria colorada. O débito acumulado gerou o acionamento jurídico na esfera internacional, somando-se a outros processos pendentes. A situação restringe a inscrição de novos atletas em janelas de transferências futuras, mantendo o clube sob rigorosa vigilância regulatória até a regularização financeira integral dos montantes em aberto.
Histórico de punições e bloqueio preventivo doméstico
O cenário de sanções inclui cobranças anteriores envolvendo o zagueiro Juninho, cobrado pelo Midtjylland, da Dinamarca, e o lateral-esquerdo Ramon, adquirido junto ao Olympiakos, da Grécia. Além das restrições internacionais aplicadas pela entidade global, a instituição sofreu um bloqueio preventivo no âmbito nacional. A medida foi adotada pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas da entidade reguladora brasileira após o pedido de insolvência protocolado pela diretoria.
O processo de insolvência busca estruturar um plano de pagamento coletivo para contemplar credores, agentes e atletas que acionaram o clube judicialmente. Estima-se que os débitos iniciais alcancem cifras milionárias, exigindo autorizações específicas de órgãos de sustentabilidade financeira do esporte para que a diretoria consiga registrar eventuais reforços para o elenco profissional.
Impacto financeiro e projeções da diretoria
Os passivos vinculados a transferências de atletas alcançam dezenas de milhões de reais em montantes já vencidos, com múltiplos processos em andamento na esfera esportiva internacional. Entre as pendências de maior impacto econômico está a negociação envolvendo Johan Carbonero, adquirido junto ao Racing, da Argentina, cuja dívida parcial segue sob análise da cúpula diretiva para quitação a curto prazo.
Diante do volume de obrigações financeiras, a presidência apontou a necessidade de captação de recursos expressivos até o final do ano para mitigar os impactos no fluxo de caixa. Enquanto a gestão busca aportes externos e negocia acordos com credores, a equipe principal segue concentrada em sua trajetória no Campeonato Brasileiro, buscando distanciar-se da zona de rebaixamento nas rodadas finais da competição.

