O Internacional entra em uma fase decisiva no Campeonato Brasileiro e terá um desafio extra para o confronto contra o Mirassol, válido pela 31ª rodada. O capitão e principal articulador da equipe, Alan Patrick, está fora da partida após sofrer uma lesão muscular durante o clássico Gre-Nal 455. A ausência do camisa 10 obriga o técnico Eduardo Baptista a promover mudanças estruturais no setor ofensivo para o duelo que acontece nesta sexta-feira (16), às 21h, no Estádio José Maria de Campos Maia, o Maião.
Desfalque de Alan Patrick e o impacto no esquema tático colorado
A perda de Alan Patrick representa um golpe significativo para o planejamento do Colorado. O meia é o responsável por ditar o ritmo do jogo e servir os atacantes, sendo a peça central da transição ofensiva. Sem o seu principal talento individual, o Internacional precisa encontrar uma alternativa que mantenha a posse de bola e a criatividade no meio-campo, especialmente em um jogo fora de casa onde a pressão por resultados é alta.
O cenário é de urgência, já que o clube gaúcho segue na luta para se distanciar da zona de rebaixamento e garantir uma posição mais confortável na tabela da Série A. A comissão técnica avaliou diversas opções durante os treinamentos da semana, buscando equilibrar a marcação e a capacidade de infiltração na defesa adversária. A estratégia para enfrentar o Mirassol passará obrigatoriamente por uma compactação maior do setor intermediário.
Calebe ganha força como o novo articulador da equipe
Entre as opções disponíveis no elenco, Calebe surge como o favorito para assumir a função de camisa 10. O jogador possui características que se aproximam do estilo de jogo de Alan Patrick, com boa visão de jogo e capacidade de encontrar passes em profundidade. Durante o último clássico, Calebe chegou a ser acionado para entrar no lugar do capitão, mas uma mudança de estratégia de última hora fez com que o treinador optasse por fechar o meio-campo com Bruno Henrique.
Desta vez, com mais tempo para preparar a equipe, a tendência é que Calebe receba a oportunidade de iniciar entre os titulares. O objetivo é que ele atue como o elo entre os volantes e a dupla de ataque formada por Vitinho e Alerrandro. A presença de um meia de origem é vista como fundamental para não isolar os centroavantes e permitir que o Internacional mantenha o controle das ações ofensivas no interior paulista.
Situação de Carbonero e as escolhas de Eduardo Baptista
Apesar de ser um dos artilheiros do time na temporada, o atacante Carbonero deve iniciar a partida no banco de reservas. A decisão passa por uma preferência tática do próprio jogador, que já havia manifestado ao antigo técnico Paulo Pezzolano o desejo de atuar pelas pontas, preferencialmente pelo lado esquerdo. Eduardo Baptista, que assumiu o comando há cerca de três semanas, optou por respeitar essa característica de velocidade e drible do atleta.
Como o esquema para enfrentar o Mirassol exige um jogador com maior capacidade de organização centralizada, Carbonero acaba perdendo espaço na formação inicial. No entanto, ele é visto como uma arma importante para o segundo tempo, podendo entrar para explorar o cansaço da defesa adversária pelos lados do campo. A ideia é utilizar sua explosão física em momentos estratégicos da partida, mantendo o equilíbrio tático solicitado pela comissão técnica.
Provável escalação e o cenário na tabela do Brasileirão
Além da ausência de Alan Patrick, o Internacional lida com outros desfalques importantes, como o goleiro Sergio Rochet e o zagueiro Maripán. Por outro lado, o técnico conta com os retornos de Allex e Tonny Sanabria, que se recuperaram de lesões e estarão à disposição no banco. A manutenção da estrutura defensiva será crucial para suportar a pressão do Mirassol em seus domínios.
A provável escalação do Internacional para o confronto tem Anthoni no gol; uma linha defensiva com Bruno Gomes (ou Félix Torres), Mercado e Juninho; o meio-campo composto por Braian Aguirre, Villagra, Thiago Maia, Calebe e Bernabei; e o ataque com Vitinho e Alerrandro. O torcedor pode acompanhar a evolução da competição e as estatísticas oficiais através do portal da Confederação Brasileira de Futebol.
O duelo no Maião é tratado como uma “final” interna, dado o equilíbrio da competição e a necessidade de somar pontos fora de casa. Uma vitória pode dar o fôlego necessário para o Colorado focar em objetivos maiores na reta final do campeonato, enquanto um tropeço mantém o sinal de alerta ligado em Porto Alegre.

