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Juros do Tesouro Direto sobem pelo terceiro dia consecutivo no Brasil

Juros do Tesouro Direto sobem pelo terceiro dia consecutivo no Brasil

Juros do Tesouro Direto sobem pelo terceiro dia consecutivo no Brasil

As taxas oferecidas pelos títulos públicos do Tesouro Direto registraram alta nesta quinta-feira (24), marcando o terceiro dia consecutivo de valorização. O movimento reflete a cautela do mercado financeiro diante da disparada dos juros nos Estados Unidos e a pressão exercida pelo retorno do preço do petróleo ao patamar de US$ 100 por barril.

Impacto dos juros americanos e cenário externo

O cenário internacional é o principal motor da instabilidade nos ativos brasileiros. Nos Estados Unidos, o rendimento dos títulos de 10 anos atingiu patamares não vistos desde 2007, superando a marca de 5,12%. A alta foi impulsionada por dados robustos do setor privado americano, que indicaram uma aceleração na atividade econômica, no emprego e na inflação, conforme apontado pela CNBC.

Além disso, a tensão geopolítica envolvendo líderes iranianos e países do Golfo tem limitado as expectativas de uma solução diplomática para o fluxo de energia. A oferta recorde de dívida corporativa nos EUA, impulsionada por empresas do setor de inteligência artificial, também tem drenado a demanda por títulos públicos americanos, pressionando as taxas para cima globalmente.

Desempenho dos títulos brasileiros

No mercado doméstico, os títulos prefixados lideraram o movimento de alta. O Tesouro Prefixado 2032 passou de 14,11% no fechamento anterior para 14,14%. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 também subiu, saindo de 14,12% para 14,16%, enquanto o Prefixado 2029 foi de 13,81% para 13,83%.

Já nos títulos atrelados à inflação, a variação foi mais contida. O IPCA+ com Juros Semestrais 2060 registrou leve alta, passando de 7,20% para 7,22%. Outros papéis, como o IPCA+ 2032 e o IPCA+ 2050, mantiveram estabilidade, cotados em 7,68% e 7,16%, respectivamente.

Análise do Banco Central

Internamente, os investidores acompanham o Relatório de Política Monetária divulgado pelo Banco Central nesta quinta-feira. O documento destaca preocupações com o fenômeno climático El Niño, que pode impactar negativamente o setor agropecuário em 2027. Por outro lado, análises de mercado, como as do Itaú BBA, indicam que, até o momento, os efeitos do choque do petróleo na inflação das famílias brasileiras ainda apresentam evidências limitadas.

Perguntas frequentes

Por que os juros do Tesouro Direto estão subindo?

A alta é causada principalmente pela valorização dos juros nos Estados Unidos e pela pressão do preço do petróleo, que encarece o cenário econômico global.

Como a economia americana afeta os títulos brasileiros?

Quando os juros americanos sobem, investidores tendem a buscar segurança nos EUA, o que pressiona as taxas dos títulos em países emergentes, como o Brasil, para que continuem competitivos.

O que diz o Banco Central sobre a inflação?

O BC monitora riscos climáticos, como o El Niño, mas aponta que o repasse do preço do petróleo para a inflação doméstica ainda é limitado.