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Justiça de Alagoas revoga prisão de candidato após erro sobre inexistência de processo

Justiça de Alagoas revoga prisão de candidato após erro sobre inexistência de processo

Justiça de Alagoas revoga prisão de candidato após erro sobre inexistência de processo

Falha no sistema gera mandado de prisão inexistente

Um mandado de prisão preventiva contra o comediante e candidato a deputado estadual por Goiás, Monicleiton Jesus Pereira Alkimim, conhecido como Cleitin Mil Graus (PRD), foi emitido indevidamente no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). O documento, gerado a partir da comarca de Rio Largo, em Alagoas, baseava-se em um processo judicial que não existe.

A situação veio à tona quando o candidato, que também é suplente de vereador em Goiânia, tentava embarcar de Fortaleza para a capital goiana. Ao ser surpreendido pela informação da ordem de prisão, ele não chegou a ser detido. Dias antes, em suas redes sociais, Alkimim já havia relatado a sensação de estar sofrendo perseguição política.

Investigação sobre o uso indevido de credenciais

O mandado ilegal foi registrado utilizando o nome e o login do juiz Diogo Cadore Pedroso. Em manifestação, o magistrado negou categoricamente a autoria da decisão, afirmando que nunca determinou a prisão do candidato nem movimentou o processo citado. Diante da gravidade, o juiz solicitou suporte técnico ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para apurar a origem da fraude.

A juíza Fernanda de Goes Brito Diamantaras, da vara plantonista da 1ª Circunscrição do Tribunal de Justiça de Alagoas, agiu prontamente no domingo (30/8) ao constatar a inexistência dos autos. Ela determinou a imediata expedição de um contramandado de prisão e ordenou que as autoridades policiais fossem comunicadas para evitar qualquer restrição indevida de liberdade contra o candidato.

Apuração administrativa e falhas de segurança

Ainda não há clareza sobre como o sistema foi manipulado. As autoridades investigam se houve uma invasão externa à conta do magistrado, uma falha técnica no sistema do tribunal ou um erro de segurança pessoal. A juíza Diamantaras determinou a abertura de uma investigação administrativa para esclarecer o ocorrido e oficiou o CNJ sobre o caso.

O advogado de defesa do candidato, Thiago Siffermann, chegou a solicitar habilitação nos autos ao notar que o mandado mencionava um suposto crime contra criança e adolescente, o que imporia sigilo judicial ao caso. Até o momento, o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) não forneceu detalhes adicionais sobre o andamento das apurações internas, e o CNJ não confirmou a abertura de um procedimento específico. O espaço segue aberto para manifestações das partes envolvidas.