Pesquisa França para presidente em Sergipe mostra Lula com 54,36% e Flávio Bolsonaro com 21,28%. Levantamento ouviu 1.300 eleitores entre 8 e 10 de setembro.
A disputa pela Presidência da República apresenta um retrato definido, mas ainda distante de representar o resultado das urnas, entre eleitores de Sergipe segundo pesquisa do Instituto França divulgada em 11 de setembro de 2026. O levantamento aponta Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 54,36% das intenções de voto no cenário de primeiro turno apresentado aos entrevistados, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 21,28%. O estudo também registra 5,83% para Augusto Cury (Avante), 1,93% para Renan Santos (Missão) e 0,67% para Ronaldo Caiado (PSD). Brancos e nulos somam 6,29%, enquanto 8,82% declararam não saber ou não responderam. Os números fazem parte de uma pesquisa realizada com 1.300 eleitores sergipanos entre os dias 8 e 10 de setembro, com margem de erro de 2,7 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05770/2026.
O resultado coloca a eleição presidencial no centro do debate político em Sergipe em um momento no qual o eleitorado ainda está sujeito a mudanças de preferência, rejeição, exposição aos candidatos, alianças e acontecimentos de campanha. A fotografia apresentada pelo levantamento não deve ser confundida com uma previsão do resultado eleitoral. Pesquisas de intenção de voto medem as respostas dos entrevistados no período em que são realizadas, e o próprio desenho do levantamento precisa ser considerado na leitura dos percentuais. No caso da pesquisa França, as entrevistas ocorreram durante três dias, entre 8 e 10 de setembro, antes da divulgação do estudo em 11 de setembro.
Pesquisa presidencial em Sergipe mostra cenário com Lula à frente
Os dados divulgados pelo Instituto França revelam uma distribuição bastante concentrada das intenções de voto entre os nomes apresentados no cenário de primeiro turno. Lula aparece com 54,36%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 21,28%. Na sequência estão Augusto Cury, com 5,83%, Renan Santos, com 1,93%, e Ronaldo Caiado, com 0,67%. O levantamento ainda registra percentuais menores para outros nomes no cenário apresentado e separa os eleitores que declararam voto branco ou nulo daqueles que não souberam ou não quiseram responder. A página correspondente à pergunta presidencial no estudo registra os principais percentuais e as categorias de resposta utilizadas na pesquisa.
A diferença observada entre os dois primeiros nomes é de 33,08 pontos percentuais no cenário pesquisado. Essa distância é um dado descritivo da pesquisa e não deve ser interpretada como garantia de comportamento futuro do eleitorado. A margem de erro de 2,7 pontos percentuais precisa ser considerada quando se analisam os números, embora ela não transforme automaticamente diferenças muito superiores em uma projeção do resultado final. O levantamento representa um universo de 1.740.240 eleitores de Sergipe, segundo as informações técnicas apresentadas pelo Instituto França.
O que os números dizem sobre o eleitorado pesquisado
Um dos elementos mais importantes da pesquisa é a proporção de entrevistados que ainda não definiram ou não declararam uma preferência. Somados, os percentuais de brancos e nulos e de não sabe/não respondeu chegam a 15,11%. Isso significa que uma parcela relevante do eleitorado pesquisado não aparece associada a nenhum dos candidatos apresentados no cenário.
Esse grupo possui importância analítica porque representa eleitores que, no momento da entrevista, não estavam registrando uma escolha por um dos nomes listados. A pesquisa, entretanto, não permite afirmar individualmente por que essas pessoas não declararam voto, nem permite concluir qual candidato receberia eventuais mudanças de preferência.
A presença de 8,82% de não sabe ou não respondeu também evidencia que parte dos entrevistados ainda não apresentou uma decisão ou optou por não revelar sua posição ao entrevistador. Já os 6,29% de brancos e nulos formam outra categoria e não devem ser confundidos com indecisos. São respostas distintas dentro do desenho apresentado pelo levantamento.
Flávio Bolsonaro aparece em segundo no cenário divulgado
O levantamento apresenta Flávio Bolsonaro com 21,28% das intenções de voto em Sergipe. O senador e candidato do PL à Presidência aparece no segundo lugar do cenário pesquisado, à frente dos demais nomes apresentados na pergunta. O dado, entretanto, precisa ser lido estritamente como o resultado obtido pela pesquisa durante o período de entrevistas.
Em uma eleição presidencial, o comportamento eleitoral de um estado não representa necessariamente o resultado nacional. Sergipe possui características próprias de composição do eleitorado, dinâmica política regional, presença partidária e histórico eleitoral. Por isso, o número apresentado pelo Instituto França permite analisar especificamente o comportamento declarado pelos entrevistados sergipanos, sem que seja possível transformar automaticamente esse resultado em uma conclusão sobre o eleitorado brasileiro como um todo.
A própria pesquisa delimita claramente seu universo: foram entrevistadas 1.300 pessoas no estado de Sergipe. O estudo informa margem de erro de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%.
Outros candidatos aparecem com percentuais menores
Depois dos dois primeiros colocados no cenário apresentado, aparecem Augusto Cury, com 5,83%, e Renan Santos, com 1,93%. Ronaldo Caiado registra 0,67%. A distribuição mostra que, entre os nomes apresentados, a maior concentração de respostas está nos dois primeiros candidatos, enquanto os demais registram percentuais menores.
Esse dado também deve ser observado sem transformar o levantamento em uma classificação definitiva da eleição. Uma pesquisa é uma medição realizada em determinado momento e dentro de determinado universo. O cenário pode mudar conforme novos candidatos ganhem exposição, campanhas avancem, alianças sejam formadas e os eleitores passem a ter contato com propostas e informações diferentes.
No caso específico do estudo França, a coleta ocorreu entre 8 e 10 de setembro. Portanto, os percentuais retratam o eleitorado entrevistado naquele intervalo. A divulgação aconteceu em 11 de setembro, data indicada no próprio documento da pesquisa.
Pesquisa foi registrada no TSE e ouviu 1.300 pessoas
A pesquisa presidencial possui registro BR-05770/2026 no Tribunal Superior Eleitoral. O documento do Instituto França informa ainda que o estudo foi realizado no estado de Sergipe e integra um levantamento que também apresenta cenários para governador e senador. Para a Presidência, o registro informado é o BR-05770/2026.
O registro eleitoral é um dos elementos que permitem identificar formalmente a pesquisa e seu contexto de divulgação. Para acompanhar informações oficiais sobre eleições e pesquisas registradas, o eleitor pode consultar diretamente os canais do Tribunal Superior Eleitoral, instituição responsável pela Justiça Eleitoral brasileira.
O levantamento informa que foram realizadas 1.300 entrevistas. Em termos estatísticos, uma amostra dessa dimensão pode produzir uma estimativa do comportamento de um universo maior quando construída segundo critérios metodológicos adequados. Entretanto, o resultado continua sendo uma fotografia do período pesquisado, e não uma contagem antecipada dos votos que serão depositados nas urnas.
Essa distinção é particularmente importante em uma eleição presidencial. Entre uma pesquisa realizada em setembro e a votação, podem ocorrer mudanças na percepção dos candidatos, alterações nas campanhas, debates, fatos políticos, decisões judiciais, alianças e outros acontecimentos capazes de modificar a intenção declarada pelo eleitor.
Cenário também chama atenção pela quantidade de eleitores fora dos candidatos
Outro ponto relevante do levantamento está na soma das respostas que não indicam preferência por um dos candidatos apresentados. Os 6,29% de brancos e nulos, combinados com os 8,82% de não sabe ou não respondeu, representam 15,11% das respostas.
Essa parcela não pode ser automaticamente distribuída entre os candidatos. Não há, no resultado geral apresentado, informação que permita afirmar para onde esses eleitores migrariam caso decidissem mudar sua posição. A leitura mais segura é reconhecer que uma parte dos entrevistados não declarou intenção de votar em nenhum dos nomes do cenário apresentado.
Esse comportamento é especialmente relevante para o acompanhamento de futuras pesquisas. Comparações entre levantamentos realizados em datas diferentes podem indicar mudanças nas respostas, desde que sejam observadas as diferenças metodológicas, os candidatos apresentados, o período de coleta, o universo pesquisado e as margens de erro.
O intervalo de confiança também precisa entrar na leitura
O Instituto França informa intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,7 pontos percentuais. Esses parâmetros são fundamentais para interpretar corretamente os resultados. A margem de erro indica uma faixa de variação associada à estimativa produzida pela amostra, enquanto o intervalo de confiança informa o nível de confiança estatístico adotado no desenho divulgado.
Isso não significa que o resultado real necessariamente esteja dentro de uma determinada faixa em qualquer interpretação simplificada. A margem de erro é uma característica estatística do levantamento e precisa ser entendida em conjunto com a metodologia utilizada.
Para o leitor, o ponto central é evitar transformar números de pesquisa em certeza eleitoral. O percentual divulgado é uma medida da intenção declarada pelos entrevistados, não uma apuração antecipada.
O peso político dos números em Sergipe
Embora a pesquisa não permita prever o resultado das urnas, seus números podem produzir repercussões políticas porque são divulgados em um ambiente eleitoral no qual partidos, candidatos e grupos políticos acompanham atentamente a movimentação do eleitorado.
O desempenho registrado por Lula no cenário pesquisado evidencia uma concentração expressiva das intenções declaradas em torno de seu nome dentro da amostra. Já o percentual de Flávio Bolsonaro mostra a presença de uma segunda candidatura com parcela significativa das respostas. Os demais candidatos aparecem em patamares menores no levantamento apresentado.
Politicamente, esses dados podem ser utilizados pelas campanhas para orientar comunicação, mobilização e estratégia eleitoral. Entretanto, qualquer interpretação sobre mudanças futuras precisa ser sustentada por novas medições. Uma única pesquisa não demonstra tendência por si só.
O próprio histórico de uma disputa eleitoral mostra que pesquisas sucessivas são necessárias para identificar movimentos de opinião pública. Quando levantamentos diferentes são realizados com metodologias comparáveis, é possível observar variações ao longo do tempo. Sem essa série histórica, qualquer afirmação sobre crescimento, queda ou consolidação precisa ser tratada com cautela.
Instituto França apresenta metodologia e histórico no estudo
O documento também dedica uma seção à apresentação institucional do Instituto França. Segundo o próprio material, a empresa foi fundada em 2016 e atua na área de pesquisa de opinião pública, com direção de Willan França, profissional apresentado no estudo como engenheiro de produção com experiência em pesquisas eleitorais e mercadológicas. O documento também informa que ele possui experiência como professor universitário em disciplinas relacionadas à Estatística.
Ainda segundo o próprio instituto, sua estrutura inclui a chamada Central França de Monitoramento, descrita no documento como um contact center destinado à realização de pesquisas quantitativas. O estudo afirma que a empresa utiliza tecnologia, automação e mecanismos de controle de qualidade para conduzir levantamentos em diferentes cidades e estados.
O documento também apresenta números institucionais sobre pesquisas anteriores, incluindo uma taxa histórica de assertividade informada pelo próprio Instituto França. Esses dados são informações institucionais declaradas pela empresa e, como tal, devem ser diferenciados dos resultados específicos da pesquisa presidencial realizada em Sergipe.
O que a pesquisa permite afirmar neste momento
O dado mais objetivo do levantamento é que, entre os 1.300 entrevistados em Sergipe entre 8 e 10 de setembro, Lula recebeu 54,36% das respostas no cenário presidencial apresentado, enquanto Flávio Bolsonaro registrou 21,28%. Augusto Cury teve 5,83%, Renan Santos 1,93% e Ronaldo Caiado 0,67%, além das categorias de branco/nulo e não sabe/não respondeu.
A pesquisa, portanto, registra um cenário no qual Lula concentra a maior parcela das intenções declaradas entre os nomes apresentados aos entrevistados. Ao mesmo tempo, a existência de 15,11% de respostas classificadas como branco/nulo ou não sabe/não respondeu demonstra que uma parcela dos entrevistados não manifestou preferência por um candidato no cenário pesquisado.
O dado não permite afirmar quem vencerá a eleição, nem projetar matematicamente o resultado nacional a partir do comportamento observado em Sergipe. Também não permite concluir que os eleitores que hoje não declararam preferência necessariamente migrarão para determinado candidato.
A importância de acompanhar as próximas pesquisas
A principal utilidade política do levantamento está em estabelecer uma fotografia do momento. Pesquisas posteriores poderão mostrar se os percentuais permanecem próximos, se ocorreram alterações ou se novos fatores modificaram as respostas do eleitorado sergipano. Para essa comparação, será fundamental observar se os novos levantamentos utilizam metodologia, amostra, período de coleta e cenários semelhantes.
No ambiente eleitoral, números isolados podem produzir interpretações distintas. Uma leitura jornalística responsável precisa preservar o contexto estatístico e temporal para que o leitor saiba exatamente o que está sendo medido.
Em Sergipe, o levantamento do Instituto França passa a integrar o conjunto de dados disponíveis sobre a disputa presidencial de 2026. O resultado divulgado em 11 de setembro mostra Lula com 54,36% e Flávio Bolsonaro com 21,28% no cenário pesquisado, mas o próprio desenho da pesquisa indica que ainda existe uma parcela de entrevistados sem preferência declarada entre os nomes apresentados.
Para o Imprensa 24h, o acompanhamento de pesquisas eleitorais exige justamente essa separação entre o que os números efetivamente mostram e aquilo que poderia ser interpretado além deles. O dado concreto é o retrato obtido entre 8 e 10 de setembro. O resultado das urnas, por sua vez, será conhecido somente após a votação e a apuração oficial da Justiça Eleitoral.
A pesquisa presidencial em Sergipe, portanto, entra no debate eleitoral como uma fotografia relevante do momento, mas não como resultado antecipado. Com margem de erro de 2,7 pontos percentuais, intervalo de confiança de 95%, 1.300 entrevistas e registro BR-05770/2026, o levantamento oferece uma referência sobre as intenções declaradas pelos eleitores entrevistados. A evolução desse cenário dependerá de novos levantamentos e, posteriormente, da manifestação efetiva dos eleitores nas urnas.
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