O dirigente Marcelo Paz encerrou nesta terça-feira (20) a sua passagem pelo cargo de executivo de futebol do Corinthians. A decisão ocorreu em comum acordo após uma reunião com o presidente Osmar Stabile, colocando fim a um período de dez meses marcado por fortes turbulências nos bastidores do clube.
Para quem busca acompanhar as últimas notícias em Sergipe e do esporte nacional, a saída do profissional evidencia a instabilidade política e financeira que o departamento de futebol enfrentava desde a sua contratação em dezembro de 2025.
Resumo da Notícia
- Saída oficial: Marcelo Paz deixa o cargo de executivo de futebol do Corinthians após dez meses.
- Decisão conjunta: A rescisão foi definida em comum acordo com o presidente Osmar Stabile.
- Fatores de pressão: Dificuldades financeiras, divergências em negociações e protestos da torcida marcaram o período.
- Contexto político: A saída ocorre a cerca de um mês das eleições presidenciais do clube.
Negociações travadas e divergências internas
Durante o seu período no Parque São Jorge, Marcelo Paz lidou com restrições orçamentárias severas e decisões da presidência que limitaram sua autonomia. Um dos episódios mais marcantes aconteceu em fevereiro, quando a venda do volante André ao Milan, da Itália, foi vetada por Osmar Stabile, mesmo com potencial de movimentar valores expressivos.
Outros movimentos no mercado também geraram atritos na gestão. O empréstimo encaminhado de Alisson foi interrompido por questões financeiras, e a tentativa de contratação de Kayky, do Bahia, não teve prosseguimento por determinação da cúpula diretiva. Por outro lado, a permanência de Memphis Depay acabou confirmada após ajustes contratuais.
Trocas no comando técnico e turbulência
A instabilidade dentro das quatro linhas também pesou na saída do dirigente. Em setembro, Marcelo Paz apoiou publicamente a continuidade do trabalho de Fernando Diniz, mas a demissão do treinador ocorreu logo depois, em 7 de outubro, após revés diante do Internacional.
Na sequência, a escolha por trazer Clarence Seedorf gerou divisões internas e aumentou o desgaste perante a diretoria e os torcedores. A pressão externa incluiu manifestações organizadas da torcida Gaviões da Fiel, exigindo mudanças drásticas na estrutura do futebol.
O profissional despede-se do clube em um cenário complexo, que inclui punições de transfer ban e cobranças salariais pendentes, deixando o departamento de futebol sob nova avaliação para o restante da temporada.

