O Ministério Público do Trabalho ajuizou uma ação civil pública contra a Meta para combater publicações que incentivam a discriminação e a demissão de trabalhadores em razão de suas convicções políticas. O órgão exige a remoção imediata dos conteúdos e o pagamento de indenização por danos morais coletivos, apontando falhas na moderação das plataformas digitais.
A medida judicial busca responsabilizar a empresa detentora do Instagram, Facebook e Threads pela circulação de mensagens que estimulam empregadores a monitorar funcionários e puni-los pelo voto. A petição detalha o uso de algoritmos e ferramentas de recomendação que acabam ampliando o alcance de discursos discriminatórios nas relações de emprego.
Ações exigidas e exigências judiciais
O órgão ministerial requer que a plataforma remova as postagens irregulares em prazo exíguo, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. Além da exclusão dos materiais, a petição determina que a empresa publique comunicados informando que não compactua com a retaliação de trabalhadores por posicionamento ideológico.
A estratégia jurídica também contempla a exclusão temporária ou definitiva de perfis reincidentes nos mecanismos de recomendação algorítmica. O MPT argumenta que as regras gerais de uso das redes sociais se mostraram insuficientes para conter a onda de hostilidades e dispensas motivadas por divergências partidárias após o pleito.
Volume de denúncias e contexto pós-eleitoral
A iniciativa do órgão surge em meio a um expressivo volume de notificações registradas durante o calendário eleitoral. Os registros reúnem relatos de trabalhadores que teriam sofrido constrangimentos, pressões e perseguições no ambiente profissional devido às suas preferências políticas manifestadas publicamente.
Embora os relatos individuais ainda demandem apuração aprofundada, o volume de ocorrências motivou a atuação coordenada de diferentes instâncias governamentais. Entre as frentes em estudo por autoridades federais estão medidas punitivas adicionais para empresas flagradas praticando condutas abusivas contra empregados.

