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TCE obriga Sergipe a realizar eleições no Conselho Estadual de Saúde após pedido do MPC

TCE obriga Sergipe a realizar eleições no Conselho Estadual de Saúde após pedido do MPC

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou a realização de novas eleições para o Conselho Estadual de Saúde de Sergipe (CES), atendendo a uma representação apresentada pelo Ministério Público de Contas de Sergipe (MPC-SE). A medida estabelece um prazo rígido para que os gestores normalizem a situação do colegiado, garantindo a continuidade das atividades essenciais para a fiscalização das políticas públicas no estado.

Resumo da Notícia

  • O TCE determinou eleições para a Mesa Diretora do Conselho Estadual de Saúde.
  • O prazo estipulado para o início do processo eleitoral é de 30 dias.
  • A medida atende a uma representação do MPC-SE assinada pelo procurador Bricio Luis da Anunciação Melo.
  • O descumprimento pode gerar multa diária de R$ 5 mil aos gestores responsáveis.

A decisão do tribunal e o prazo estabelecido

Conforme apurado pelo portal Imprensa 24h, a determinação foi tomada pelo Pleno da Corte de Contas, acolhendo o voto do conselheiro-relator José Carlos Felizola Soares Filho. A decisão exige que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Mesa Diretora do CES adotem providências imediatas. Entre as exigências estão a formalização da Comissão Eleitoral, a publicação do edital de convocação e a edição do regulamento eleitoral em até 30 dias.

O relator destacou que a inércia na recomposição dos membros pode comprometer o funcionamento do órgão. Para garantir o cumprimento da ordem, o acórdão prevê multa diária de R$ 5 mil aos gestores em caso de descumprimento injustificado, reforçando a seriedade do processo para as notícias de Sergipe.

A motivação da representação do mpc se

A iniciativa do órgão ministerial teve início após o encerramento dos mandatos dos conselheiros titulares e suplentes, ocorrido em 28 de fevereiro de 2026. A prorrogação anterior, feita pela Resolução CES/SE nº 04/2026, vinculava a permanência dos integrantes à realização da 9ª Conferência Estadual de Saúde, o que gerou questionamentos jurídicos sobre a legalidade da medida.

Segundo o entendimento do MP de Contas, a legislação estadual define claramente o mandato de dois anos para os integrantes, não havendo respaldo legal para extensões que impeçam a renovação periódica. A discussão ganha relevância nas informações de Aracaju e de todo o estado devido ao impacto administrativo na gestão pública.

Impactos na fiscalização e nos repasses federais

A regularidade do Conselho Estadual de Saúde é um fator crítico para a administração pública. O órgão desempenha papel fundamental no acompanhamento e na fiscalização das ações voltadas para a saúde pública, exigindo total transparência e legalidade em sua composição para evitar sanções administrativas.

Além disso, o MPC-SE alertou que a irregularidade no conselho poderia afetar diretamente os repasses de recursos federais destinados ao setor em Sergipe. Com o andamento do processo e a citação dos responsáveis para defesa, o cenário caminha para a recomposição institucional, mantendo os leitores informados sobre as últimas notícias em Sergipe.