Durante discurso na Câmara Municipal de Aracaju nesta quarta-feira (10), a vereadora Moana Valadares voltou a cobrar a implementação do Programa de Escolas Cívico-Militares na capital sergipana. A parlamentar questionou a ausência de execução do projeto pela Prefeitura, apesar de a iniciativa já ter sido aprovada pela Câmara de Vereadores e contar com recursos financeiros destinados especificamente para sua implantação.
A cobrança ocorreu durante um pronunciamento em que Moana também comentou a saída do vereador Lúcio Flávio da presidência do Diretório Municipal do PL de Aracaju. Ao abordar o tema, a vereadora fez questão de destacar que, independentemente das divergências políticas, existem pautas que devem estar acima dos interesses partidários e eleitorais, especialmente aquelas que impactam diretamente a vida das famílias aracajuanas.
Foi nesse contexto que a parlamentar fez um apelo público ao vereador Lúcio Flávio, que atualmente ocupa o cargo de vice-líder da prefeita Emília Corrêa na Câmara Municipal.
Segundo Moana, por possuir uma relação próxima com a gestão municipal e defender bandeiras semelhantes às do eleitorado conservador, Lúcio pode contribuir para que o programa finalmente seja colocado em prática.
“Eu peço a ajuda do vereador Lúcio Flávio, que é o vice-líder da prefeita Emília, que defende e milita nas mesmas bandeiras que nós, que nos ajude, porque esse projeto não é um projeto eleitoreiro. Ele é um projeto que transforma vidas, ele é um projeto que transforma gerações”, afirmou.
Durante a fala, a vereadora lembrou que o projeto foi aprovado por maioria absoluta dos parlamentares da Casa e ressaltou que a principal justificativa para a não execução da proposta não pode ser a falta de recursos.
Isso porque os valores destinados para a implantação das Escolas Cívico-Militares já foram garantidos por meio de emendas parlamentares encaminhadas pelo deputado federal Rodrigo Valadares e pela própria vereadora Moana Valadares. Parte desses recursos, inclusive, já se encontra disponível nos cofres da Prefeitura de Aracaju.
“Foi aprovado por maioria absoluta desta Casa, já tem os recursos no caixa da Prefeitura de Aracaju. O dinheiro está no caixa, o dinheiro já está lá, disponível”, destacou.
Diante desse cenário, Moana afirmou não compreender os motivos pelos quais o programa segue sem execução e cobrou uma explicação pública da administração municipal.
“O programa de escolas cívico-militares já é lei, o dinheiro já está no caixa. Então eu deixo aqui a cobrança pública para entender e compreender qual é a dificuldade e por que a prefeita Emília não deseja implementar o programa de escolas cívico-militares”, declarou.
A vereadora também destacou que não vê qualquer impedimento para uma atuação conjunta entre os poderes em favor da pauta e afirmou que está disposta a colaborar com a gestão municipal para garantir que o projeto seja executado.
“Eu não tenho problema nenhum em estar ao lado da prefeita Emília realizando e executando esse programa”, disse.
Ao mesmo tempo, lamentou que uma iniciativa considerada estratégica para a educação municipal continue sem sair do papel, mesmo após aprovação legislativa e garantia dos recursos necessários.
“Por questões de birra política, um projeto tão importante e que representa grande parte do eleitorado de Aracaju e de Sergipe foi colocado debaixo do tapete, mesmo já tendo os recursos necessários disponíveis para que ele seja executado”, afirmou.
Ao encerrar o discurso, Moana reforçou que divergências políticas não podem estar acima do interesse público e defendeu que a implantação das Escolas Cívico-Militares representa uma demanda legítima de milhares de famílias aracajuanas que desejam mais qualidade, disciplina e segurança no ambiente escolar.
A proposta das Escolas Cívico-Militares é uma das principais bandeiras do mandato da vereadora. Além da articulação legislativa para aprovação do projeto, Moana também atuou na destinação de recursos para viabilizar sua implantação. O deputado federal Rodrigo Valadares igualmente destinou emendas para garantir a execução do programa, tornando a disponibilidade financeira uma realidade. Diante disso, a parlamentar sustenta que não há impedimentos legais ou orçamentários para que a Prefeitura de Aracaju coloque a iniciativa em prática.


