Uma ofensiva conjunta das Polícias Civis da Bahia e de Sergipe, batizada de Operação Exarmatio, resultou no bloqueio judicial de R$ 38 milhões em bens de um grupo criminoso suspeito de atuar no comércio ilegal de armas de fogo entre os dois estados. Nesta terça-feira, 11 de junho, 16 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, alcançando municípios baianos e a capital sergipana, Aracaju, peça-chave na logística da organização.
A ação coordenada pela Polícia Civil da Bahia (PCBA) visa desarticular uma complexa estrutura dedicada ao abastecimento e à venda clandestina de armamentos, que vinha operando de forma interestadual com clara divisão de funções entre seus integrantes.
Detalhes da Investigação e Bloqueio Financeiro
As investigações da Polícia Civil da Bahia, iniciadas há meses, revelaram a natureza altamente organizada do grupo criminoso, que estabeleceu uma rede robusta para a comercialização de armas de fogo sem autorização legal. O bloqueio dos R$ 38 milhões representa um duro golpe financeiro contra a organização, buscando não apenas interromper seu fluxo de recursos, mas também reunir novos elementos de prova para aprofundar as apurações.
Os mandados judiciais foram executados simultaneamente em localidades estratégicas: Feira de Santana (BA), Santo Estêvão (BA) e, com especial relevância para o cenário local, em Aracaju (SE). A presença na capital sergipana sublinha a importância da cidade como ponto de apoio ou de atuação do esquema criminoso.
Ação Conjunta e Força-Tarefa Policial
Coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO) da PCBA, a Operação Exarmatio mobilizou um efetivo de aproximadamente 80 policiais civis. As equipes, divididas em 20 grupos, foram responsáveis pelo cumprimento das medidas judiciais e pela continuidade das investigações em campo.
O sucesso da operação também se deve à colaboração interinstitucional. Além do DRACO, a ação contou com o apoio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Feira de Santana (DRFR/Feira de Santana), da Diretoria Regional de Polícia do Interior Leste (DIRPIN/Leste) e da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (1ª COORPIN/Feira de Santana). A participação ativa da Polícia Civil de Sergipe foi fundamental para a execução dos mandados e a troca de informações, reforçando a parceria entre os estados no combate ao crime organizado.
Impacto da Operação no Combate ao Crime Organizado
A Operação Exarmatio vai além da apreensão de bens, buscando desmantelar a estrutura da organização criminosa em sua totalidade. O bloqueio dos ativos financeiros é uma estratégia crucial para enfraquecer o grupo, impedindo que os recursos obtidos com o tráfico de armas sejam reinvestidos em novas atividades ilícitas. Ao atacar a base financeira, a polícia visa reduzir a capacidade operacional dos criminosos e o impacto de suas ações na segurança pública.
As investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos, que devem fornecer novas pistas sobre a abrangência da rede criminosa, a identificação de outros possíveis envolvidos e a origem e destino das armas comercializadas. A atuação conjunta das forças de segurança demonstra a determinação em combater o crime organizado que transcende as fronteiras estaduais, impactando diretamente a segurança dos cidadãos de Sergipe e da Bahia.
Próximos Passos na Investigação
Com a coleta de novos elementos de prova, a Polícia Civil, tanto da Bahia quanto de Sergipe, dará continuidade às investigações para consolidar as evidências e identificar todos os elos da cadeia de comando e execução do esquema de tráfico de armas. A expectativa é que, com a análise do material apreendido, seja possível aprofundar o conhecimento sobre a dinâmica da organização e seus métodos de atuação, visando responsabilizar os envolvidos conforme a legislação.


