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Operação interestadual desarticula rede de estelionato e cumpre mandados em três estados

Operação interestadual desarticula rede de estelionato e cumpre mandados em três estados

A Polícia Civil de Sergipe, por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Repressão a Crimes contra o Patrimônio (Depatri), deflagrou nesta quinta-feira (29) a Operação Aval Cruzado. A ação coordenada resultou na prisão de três investigados e no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão em municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.

O objetivo principal da mobilização policial foi desarticular um grupo criminoso suspeito de atuar em âmbito interestadual na prática de estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo as apurações conduzidas pela Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, o esquema utilizava estruturas empresariais fictícias e identidades falsas para ludibriar o setor comercial.

Estratégia de fraude e falsas referências comerciais

Conforme o inquérito policial, o esquema criminoso teve início após uma empresa ser alvo de um golpe durante a negociação para a aquisição de bobinas de aço. A transação foi intermediada por uma suposta distribuidora do setor siderúrgico que utilizava artifícios para simular idoneidade profissional e enganar os compradores.

Para conferir legitimidade às negociações fraudulentas, os suspeitos forneciam contatos de falsos clientes que supostamente atestavam a qualidade dos serviços. No entanto, a investigação apontou que os próprios integrantes do grupo controlavam esses telefones, passando-se por consumidores satisfeitos para convencer a vítima a realizar os pagamentos.

Prejuízo financeiro e movimentação ilícita

Acreditando na veracidade das informações apresentadas pelos falsos representantes comerciais, a empresa vítima realizou transferências que totalizaram R$ 180.612,28. As mercadorias negociadas, contudo, jamais foram entregues aos compradores, evidenciando o caráter fraudulento da operação simulada pelos estelionatários.

O aprofundamento das diligências revelou uma atuação coordenada com divisão clara de tarefas entre os membros da quadrilha. Os papéis incluíam desde a abordagem inicial das vítimas até a ocultação e movimentação dos valores obtidos de forma ilícita por meio de contas ligadas a empresas de fachada.

Apoio integrado e continuidade das investigações

A operação policial contou com o suporte estratégico da Divisão de Inteligência da Polícia Civil de Sergipe (DIPOL), além da colaboração operacional das corporações estaduais de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina para o cumprimento simultâneo das ordens judiciais expedidas.

As autoridades policiais informam que o material apreendido durante o cumprimento dos mandados será submetido a análises técnicas. O intuito é detalhar a participação individual dos suspeitos e identificar possíveis novas vítimas ou outros criminosos envolvidos na rede de estelionato.