Quatro pessoas foram presas durante a Operação Negócio Desfeito, deflagrada em uma quarta-feira para investigar um esquema de roubo, adulteração e revenda irregular de veículos. A investigação aponta que o grupo encomendava os crimes e modificava os sinais identificadores dos automóveis para comercializá-los no mercado como se tivessem procedência legal, simulando uma regularidade que ludibriava os compradores.
As autoridades de segurança pública aprofundaram as apurações para destrinchar a rede criminosa que operava na região. Mais detalhes sobre o andamento das investigações podem ser acompanhados diretamente no portal Secretaria da Segurança Pública, órgão que coordena as ações de combate à criminalidade no estado.
Investigação revela divisão de tarefas e pagamentos por crimes
Segundo a Polícia Civil, o grupo criminoso mantinha uma divisão estruturada de tarefas entre os envolvidos. O responsável pela coordenação determinava os roubos, enquanto outros integrantes executavam as subtrações mediante o pagamento de quantias fixas por veículo subtraído.
Os valores repassados aos executores variavam conforme o tipo de transporte visado pelos criminosos. Carros populares e motocicletas de maior potência rendiam remunerações específicas estipuladas pela liderança do esquema para incentivar a prática delituosa na região.
Adulteração de sinais identificadores e comercialização ilegal
Após a execução dos roubos, os veículos eram rapidamente encaminhados a um integrante especializado na adulteração de chassis e placas. Essa etapa da operação criminosa era fundamental para dificultar o reconhecimento da origem dos bens pelas forças de segurança.
Com os sinais identificadores modificados, os automóveis e motocicletas retornavam ao mercado de consumo de forma dissimulada. A revenda era realizada como se os produtos fossem lícitos, enganando consumidores desatentos que adquiriam bens de origem ilícita.
Abrangência geográfica e cumprimento de mandados judiciais
As apurações conduzidas pela polícia apontam que a atuação do esquema criminoso se concentrava em diferentes municípios do interior. A rede ilícita estendia seus tentáculos por localidades como Ribeirópolis, Campo do Brito, Nossa Senhora da Glória, Feira Nova e Itabaiana.
No total, sete pessoas passaram a ser investigadas por possível participação nos crimes apurados. A operação policial mobilizou equipes para o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça local.
Desdobramentos e prisões realizadas pelas autoridades
Durante a execução das diligências, três dos investigados foram capturados no município de Ribeirópolis. Um quarto alvo da operação acabou morrendo após reagir à abordagem realizada pelos agentes de segurança e ficar ferido no confronto.
O cerco policial continuou nos dias seguintes com a apresentação de um quinto investigado, que estava foragido e compareceu à delegacia acompanhado por seu representante legal. A ofensiva policial busca desarticular completamente a infraestrutura financeira e logística da quadrilha.

