O Palmeiras vive um momento de oscilação defensiva que tem preocupado a comissão técnica comandada por Abel Ferreira. Apesar de manter resultados positivos, como a vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense na última quarta-feira (14), pela semifinal da Libertadores, a equipe tem demonstrado uma fragilidade atípica nos momentos finais das partidas.
Desatenção defensiva nos minutos finais
Os números revelam um padrão que exige correção imediata. Nos últimos nove jogos disputados pelo clube, considerando as competições de mata-mata e o Campeonato Brasileiro, o time foi vazado cinco vezes. O dado alarmante é que quatro desses gols ocorreram após os 45 minutos do segundo tempo, representando 80% do total de gols sofridos no período recente.
O caso mais emblemático ocorreu no Maracanã, quando o Verdão vencia por 2 a 0. Um erro de Carlos Miguel permitiu que Wesley Natã diminuísse o placar aos 49 minutos, mantendo o Fluminense vivo na disputa pela vaga na final. A falha gerou uma reação imediata de frustração do zagueiro Alexander Barboza, que demonstrou revolta com o gol sofrido nos instantes derradeiros.
Histórico recente de falhas e desatenções
O problema não é um fato isolado e tem se repetido em diferentes contextos. No clássico contra o Corinthians, vencido por 4 a 1 no último domingo (11), a equipe também sofreu um gol de cabeça de Gustavo Henrique aos 46 minutos, após uma nítida queda na intensidade da marcação.
O cenário foi ainda mais crítico nas quartas de final da Libertadores, diante da LDU, em Quito. Após uma reação expressiva na altitude, o Palmeiras viu o atacante Estrada marcar dois gols, aos 45 e aos 48 minutos, aproveitando falhas de Bruno Fuchs. O episódio forçou a decisão da vaga nas penalidades, onde o goleiro Carlos Miguel precisou intervir para garantir a classificação alviverde.
Foco de Abel Ferreira para a reta final
Após o confronto no Rio de Janeiro, o auxiliar técnico Vitor Castanheira reconheceu que o desgaste físico tem impactado o rendimento do elenco. Segundo a comissão, o cansaço acumulado na reta final da temporada contribui para a perda de concentração e falhas no posicionamento coletivo.
Para assegurar a vaga na decisão continental, o Palmeiras precisará ajustar a organização defensiva e manter o nível de atenção até o apito final. A gestão de energia e a correção de erros individuais são as prioridades de Abel Ferreira para evitar que a vantagem construída seja colocada em risco por desatenções nos acréscimos.

