Vinte e dois institutos realizaram levantamentos nacionais de segundo turno envolvendo o cenário eleitoral entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. O trabalho de campo das consultas foi encerrado entre os dias sete e vinte e quatro de outubro, acumulando um total de sessenta pesquisas publicadas no período.
A análise dos dados revela uma dinâmica de oscilação na preferência do eleitorado, marcada por variações nas médias de votos válidos ao longo das semanas de apuração. Enquanto alguns institutos registraram recuos na vantagem inicial, outros apontaram estabilidade ou mesmo trajetórias distintas na reta final da disputa.
Evolução das médias de votos válidos nas consultas
Nas pesquisas com trabalho de campo encerrado até o dia doze de outubro, Flávio registrava, em média, 52,1% dos votos válidos. Entre os dias treze e dezenove de outubro, essa média sofreu uma retração para 50,9%, estabilizando-se em 51,0% na última semana avaliada, compreendida entre vinte e vinte e quatro de outubro.
A perda de vantagem numérica concentrou-se majoritariamente na primeira semana posterior ao primeiro turno, sem continuidade acentuada na etapa seguinte. Nove institutos realizaram levantamentos em ambas as semanas, sendo que oito deles documentaram a retração na diferença entre os concorrentes.
Variações registradas por diferentes institutos
As maiores reduções na margem de vantagem foram observadas em institutos específicos. A Gerp apontou queda de 5,1 pontos percentuais, seguida pelo Ipespe com retração de 4,3 pontos e pela AtlasIntel com baixa de 4,1 pontos percentuais nos levantamentos comparados.
Outras entidades como Datafolha, Futura, DataTrends, PoderData e Nexus registraram recuos situados entre 1,9 e 3,2 pontos. Em contrapartida, a Veritá apresentou trajetória contrária, com Flávio subindo de 51,0% para 51,6% entre seus levantamentos de meados e final de outubro.
Projeções estatísticas e margens de incerteza
O agregador do JOTA pondera critérios metodológicos como tamanho de amostra, cronograma de campo e vieses históricos. Para o dia vinte e cinco de outubro, a projeção indicava 49,0% dos votos totais para Flávio e 47,3% para Lula, com 3,8% de brancos e nulos.
- Votos válidos projetados em 50,9% para Flávio e 49,1% para Lula.
- Margem de erro e probabilidades estimadas pelo modelo estatístico.
- Disputa apertada registrada na véspera com margens mínimas de diferença.
Apesar da liderança numérica apontada em grande parte dos levantamentos recentes, o modelo estatístico reforça que a margem de incerteza impede qualquer garantia de resultado definitivo nas urnas. As simulações indicam cenários variados de probabilidade para ambos os candidatos até o desfecho do pleito.

